sexta-feira, 27 de março de 2015

VW apresenta Amarok 2015, com mais equipamentos e série Dark Label


Texto - Júlio Max | Fotos - Rafael Susae e Divulgação

A Volkswagen apresenta a linha 2015 da Amarok com novidades em todas as versões. A topo-de-linha Highline (ao lado) passa a contar como opcional com faróis de bi-xenônio com luzes de condução diurna de LEDs e regulagem elétrica do facho de luz. A grade dianteira, em preto brilhante, conta com filetes duplos cromados. Há ainda novas rodas de liga leve aro 19'' (opcionais), câmera de ré (em conjunto com os sensores de estacionamento na frente e atrás), ajuste lombar para os bancos dianteiros (nas versões equipadas com airbags laterais) e faróis de neblina com luz estática para conversão, disponível também na versão Trendline, que atua em velocidades inferiores a 40 km/h: quando os faróis estiverem ligados e a seta for acionada ou o motorista girar o volante, o farol de neblina esquerdo ou direito é ligado automaticamente.

As outras versões - Trendline, SE e S - agora trazem de série o controle eletrônico de estabilidade (ESC), assistente de partida em subidas (HSA), controle automático de descida (HDC) e lanterna traseira de neblina, sendo que a Trendline ganha regulagem elétrica de altura dos faróis de série e, como opcional para todas as versões, engate removível para reboque. Assim, a Amarok passa a ser oferecida em sete combinações, entre cabine simples e cabine dupla, tração 4x4 selecionável ou permanente e câmbio manual de seis marchas ou automático de oito marchas.



Outra novidade é a série especial Dark Label, apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo e que terá produção limitada a 1000 unidades. Com proposta de exclusividade similar à Toyota Hilux Limited Edition, também apresentada durante o evento, a VW conta com diversos elementos na cor preto-fosco (estribos laterais, santantônio, maçanetas, carcaças dos retrovisores externos e para-choque traseiro), vidros laterais traseiros escurecidos, defletor dianteiro, lanternas escurecidas, iluminação da placa de licença por LEDs, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e faixa lateral com o logotipo Dark Label nas portas de trás. As rodas "Roca", aro 17'', são calçadas por pneus 245/45 R17.

Por dentro, a Amarok Dark Label oferece forração parcial dos bancos em couro Alcantara, tapetes de veludo com logotipos, manoplas das alavancas de câmbio e de freio de mão com revestimento de couro e a moldura do rádio, volante com comandos de som/telefone e as saídas centrais de ventilação com acabamento prateado.


Posicionada entre as versões Trendline e Highline, a Dark Label conta com duas tomadas de 12V (uma no painel de instrumentos e outra no console), volante com regulagem de altura e distância, faróis de neblina com luz estática de conversão, luzes de condução diurna, quatro alto-falantes e dois tweeters, ar-condicionado, retrovisores externos com regulagem elétrica e aquecimento, controlador automático de velocidade de cruzeiro, rádio RCD320 com CD Player, entradas para cartões SD, porta USB e Bluetooth; três apoios de cabeça e cintos de três pontos para os cinco ocupantes, travamento central das portas, alarme keyless, descansa-braço central com porta-objetos, desembaçador do vidro traseiro, computador de bordo, bancos dianteiros com ajustes de altura e lombar, airbags frontais e laterais, gaveta sob o banco do motorista, ABS Off-road, sistema ISOFIX para fixação de cadeirinhas infantis, BAS (assistente em frenagens de emergência), controles eletrônicos de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico do diferencial, HDC (controle automático de descida) e HSA (assistente para partida em subida).

Como itens opcionais, sistema infotainment RNS315 com GPS, sensores de chuva e de luminosidade, retrovisor interno eletrocrômico, engate para reboque e rodas aro 18'' pretas. Disponível em quatro cores (Branco Cristal, sólida; Prata Sargas e Cinza Iron, metálicas e a perolizada Preto Mystic), os preços da Amarok 2015 não foram informados.


A versão S da picape, disponível com cabine simples ou dupla, possui motor 2.0 TDI com potência de 140 cavalos @ 3500 rpm e torque de 34,7 kgfm @ 1600 rpm. Já as demais versões contam com o 2.0 TDI Biturbo de 180 cv, com torque de 40,8 kgfm @ 1500 rpm (com câmbio manual de 6 marchas) ou 42,8 kgfm @ 1750 rpm (nas versões automáticas, com 8 marchas).

Range Rover HST é apresentado em Nova York



A Land Rover lança um Range Rover Sport que não chega a ser extremo quanto o SVR, mas ainda assim conta com mais esportividade. O HST possui motor 3.0 V6 Supercharged movido a gasolina com 40 cv adicionais em relação às versões "convencionais", chegando a 380 cavalos. A versão é identificada pelas rodas aro 21'' ou 22'' escurecidas, pinças de freio vermelhas, detalhes na cor preto-brilhante (grade superior, logotipos "Range Rover", frisos da carroceria), novo spoiler traseiro e logotipo "HST" nas saídas de ar laterais.


Para quem esperava vê-lo no Brasil, má notícia: o Land Rover Range Rover Sport HST será vendido apenas na América do Norte, na China, na Rússia e no Oriente Médio, com encomendas atendidas a partir de abril.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Brasil e México se entendem [Alta Roda]


Os dois lados acabaram cedendo e a renovação do acordo automobilístico entre Brasil e México foi assinado. Análise mais profunda indica, porém, que o Brasil conseguiu, além de ampliar de três para quatro anos (até 2019) a regra de cotas de importação/exportação, uma pequena vantagem.

Entre março de 2015 e março de 2016 o valor anual do comércio bilateral recua do atual US$ 1,64 bilhão para US$ 1,56 bilhão sem nenhum imposto de importação. Depois os valores anuais subirão 3% ao ano, a partir de uma base inicial reduzida, o que seria uma vitória rala do governo brasileiro.

No entanto, como em 2015 o mercado aqui deve recuar até 10%, os volumes vindos do México dificilmente seriam iguais aos de 2014. Também é bom lembrar que a recente aceleração da desvalorização do real já dificultará bastante a vida dos importadores aqui em geral, em especial de veículos leves.


Por mais que o México apresente nítida maior competitividade sobre o Brasil em custos (com destaque os trabalhistas), impostos, taxas, burocracia e infraestrutura, enfrentar uma taxa cambial quase 25% desfavorável ao longo dos últimos seis meses não é nada fácil. Afinal, o real só perdeu para o rublo ao se desvalorizar frente ao dólar.

Variação cambial no sentido inverso (a exemplo da valorização do iene) já atingiu o Japão. Chegou a afetar fortemente as exportações de veículos e outros bens. Em 2014, enquanto o México utilizou 100% de sua cota para exportar, o Brasil mal conseguiu enviar 80% do valor a que teria direito.

Mas essa situação já foi oposta. Em meados da década passada, com o real desvalorizado e o mercado mexicano bem menor que o brasileiro, houve uma imposição pelo México de cotas de importação por quatro anos. Em 2005, o dólar valia cerca de R$ 3,00 (10 anos depois, apenas R$ 3,25) e houve uma invasão de automóveis brasileiros no mercado deles.

Hoje, a participação do Brasil nas vendas internas do México (em torno de 3%) é menos da metade do que era há dez anos. Já os carros mexicanos ocupam agora cerca de 5%, mas como o mercado brasileiro é mais de duas vezes maior do que o do parceiro da América do Norte fica evidente que a balança pendeu desta vez para o lado deles.


Outra novidade acertada agora é na divisão das cotas por empresa. Cada país definirá 70% de sua cota de exportação e os 30% restantes serão de responsabilidade do importador. Antes, os mexicanos decidiam 100% das cotas por empresa fabricante em seu território, gerando algumas distorções que atingiram Nissan March e Chevrolet Tracker em particular.

Também se adiou o índice de nacionalização de veículos e autopeças calculado de forma mais rigorosa que o usual. Deveria subir de 35% para 40% nos dois países, mas o México, abastecido por componentes de origem nos EUA e bem mais baratos pela enorme escala de produção, não conseguiria cumprir.

Por tudo isso, saiu o acordo. Espera-se a partir de 2019 que prospere o livre comércio entre os dois países. Afinal, o Brasil teria sete anos no total para arrumar a casa.

RODA VIVA


MERCADO em franca recessão diminuiu um pouco a pressa por lançamentos inéditos no segmento de picapes, menos afetado que o de automóveis. Dois fabricantes atrasaram em alguns meses o início de produção. Picape média para uma tonelada da Fiat (ainda sem nome) ficou para outubro e a compacta de quatro portas Renault Oroch para novembro. Vendas, um mês depois.

ENTRETANTO, marcas nacionais e importadas têm mantido o ritmo frenético de apresentações neste primeiro trimestre e até meados de abril. Vale até a apelação de antecipar o ano-modelo 2016 só com meras maquiagens. Contagem geral já ultrapassa 15 eventos todos com testes drives em circuitos fechados ou abertos. Há meio século a média era de duas apresentações por ano...


ATUALIZAÇÕES de estilo, centradas na parte frontal, deram rejuvenescida no Nissan chamado agora de Novo Versa, a partir de R$ 41.990. Trata-se de sedã anabolizado (ao jeito de Cobalt, Grand Siena e Logan) com espaço no banco traseiro de fato surpreendente. Estreia o novo motor de 3 cilindros/1 L/77 cv: vai muito bem no hatch March, mas nem tanto no Versa que é mais pesado por suas dimensões maiores. Motor de 1,6 L/111 cv supre potência faltante por apenas R$ 1.500 extras.

PORSCHE produziu em 2014 o recorde de quase 200.000 unidades. Crescimento fantástico, pois há duas décadas vendia apenas 30.000 carros/ano. Natural, portanto, instalação em meados deste ano de uma filial no Brasil em joint venture com o atual importador Stuttgart Sportcar. Este tem feito bom trabalho, porém há necessidade de fôlego financeiro para expansões.


GOVERNO não ampliará valor máximo de R$ 70.000 para retirada de imposto nos automóveis de câmbio automático destinados a pessoas com deficiências motoras. Assim, modelos médios-compactos tendem a sair desse mercado. Civic, por exemplo, já está fora. Corolla se mantém no limite, mas com aumentos de custos inevitáveis também sairá. Restarão apenas compactos.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).



Detalhes da série "Veículos de Serviço do Brasil"


Há três anos, a editora Planeta D'Agostini apresentou uma interessante série de miniaturas que representam os carros do passado mais emblemáticos no mercado brasileiro: é a Carros Inesquecíveis do Brasil, que iniciou com o memorável Chevrolet Opala SS 1976 e terá 100 miniaturas ao total. Agora, em algumas cidades chega a coleção Veículos de Serviço do Brasil, com carros em escala 1/43 que prestaram serviços antigamente, seja como ambulância, viatura policial, táxi ou exército.

Esta coleção, que iniciou recentemente em cidades como Teresina (PI), traz como primeira edição a VW Kombi Escolar - trata-se da mesma T2 azul da série Carros Inesquecíveis, porém caracterizada externamente como perua de transporte de estudantes, recebendo placas vermelhas, pintura branca com faixas amarelas, para-choques pretos e adesivos reflexivos laterais, além de luzes de posição no teto.


Diversos detalhes são fielmente reproduzidos: piscas, limpadores de para-brisa, dobradiças das portas, maçanetas... o interior, apesar de ser cercado pelos vidros, transparece cuidados como o formato do volante e a textura dos bancos.


Existem algumas falhas de acabamento, como pequenas manchas na carroceria e nos vidros, além de corte falho de peças plásticas e pneus, mas colecionistas mais experientes conseguem facilmente reverter estes pequenos (porém desagradáveis) detalhes.


A segunda miniatura da coleção é a Chevrolet Veraneio Ambulância, identificada como modelo 1978, embora este estilo frontal tenha durado apenas até 1971. Seu interior é o mesmo da versão de passeio (inclusive com o banco traseiro, ao invés de maca, divisória interna e aparelhamento médico), mas os detalhes externos, como sirene, rodas brancas, faixas e janelas laterais traseiras opacas estão corretamente reproduzidos.


As miniaturas vêm aparafusadas em bases expositoras com a identificação do veículo e em caixas de acrílico - no verso, o cartão traz uma imagem de fundo e os dados técnicos (motor, desempenho, produção, entre outras informações), acompanhando também fascículos com o histórico do meio de transporte, a história do automóvel em si e uma seção de curiosidades sobre cada carro.


Os preços da série Veículos de Serviço do Brasil foram estipulados em:
R$ 14,99 - Kombi Escolar
R$ 29,99 - Veraneio Ambulância
R$ 46,99 - Demais fascículos, partindo do VW Fusca da Telesp


Serão ao todo 50 miniaturas, algumas adaptadas da coleção Carros Inesquecíveis do Brasil, outras de carros inéditos. Os modelos já confirmados são: VW Santana táxi do Rio de Janeiro, Willys Rural Rádio Patrulha, Dodge Dart do Corpo de Bombeiros, Chevrolet Opala da Polícia Rodoviária Federal, Dodge WC57 da Força Expedicionária do Exército Brasileiro, Chevrolet Chevette da Auto-escola Litoral, Gurgel Itaipu E400 da Telerj, Ford GPA da Marinha Brasileira, Toyota Bandeirante da Light, Ford Corcel da Polícia Militar, VW Kombi dos Correios, Toyota Bandeirante da Policia Rodoviária, Mercedes MB180 Ambulância, VW Gol da Sabesp, VW Fusca da Polícia Civil, Chevrolet C-20 da Cemig e Jeep Willys do Corpo de Bombeiros.



Vale a pena pagar por esta coleção? Para os que valorizam a cultura automotiva nacional, compensa bastante, ainda que com as pequenas falhas de acabamento e de informações um tanto desencontradas nos fascículos. Em tempos de linha 2015 da Hot Wheels a oito reais, e considerando que pela Internet os preços destas miniaturas invariavelmente aumentam, a tentação de passar semanalmente para levar os fascículos só aumenta, sem contar é daquelas coisas que qualquer amante de automóveis adoraria ganhar de presente. Só tem um grande, por assim dizer, inconveniente: é a enorme embalagem de papelão que envolve as duas primeiras edições...


Mercedes Classe M evolui e se torna GLE


Há alguns meses, a Mercedes-Benz anunciou o readequamento das nomenclaturas de seus carros, o que fará com que velhos conhecidos nossos, como o cupê/conversível SLK e o SUV de luxo ML (comercializados a partir de 1997) recebam novos nomes. O GLE, que será apresentado no Salão de Nova York (EUA), é o Classe M reestilizado, que terá a companhia do recém-lançado GLE Coupé (o concorrente direto do BMW X6). Em relação à terceira geração do SUV (foto à esquerda), apresentada em 2011, o GLE conta com faróis mais curvilíneos, grade ampliada, para-choques mais esportivos, lanternas com novo desenho interno e novas opções de rodas. A letra G será a inicial para todos os utilitários da Mercedes; o L é a letra de ligação, e o E, o indicativo de que o modelo é do segmento do Classe E.



Internamente, o GLE conta com novo volante (de base achatada e estilo inspirado no do AMG GT), saídas centrais de ar redesenhadas, quadro de instrumentos atualizado, a polêmica tela de 7 polegadas sensível ao toque saltada do painel (que serve ao sistema Audio 20 CD e ao COMAND Online, que como opcional pode adicionar DVD Changer com espaço para 6 discos, monitores traseiros, controle remoto e sinal de TV) e novas funcionalidades, como o Crosswind Alert (alerta de ventanias laterais, que podem desestabilizar a carroceria) e o Collision Prevention Assist Plus, que evita a possibilidade de colisões com veículos à frente.




O Mercedes GLE estará disponível nas versões 250 d e 250 d 4MATIC, nestas imagens (d = nova denominação para motores a diesel), conta com motor quatro-cilindros de 204 horsepower, que promete ultrapassar a marca de 18,5 km/l e manter a emissão de dióxido de carbono na atmosfera em 140 g/km rodado. Há também o 350 d 4MATIC, com motor V6 de 258 hp. Todos contam com o novo câmbio automático de 9 marchas. Somam-se a eles os GLE movidos a gasolina: 400 4MATIC (com motor Twin-Turbo V6 com injeção direta de combustível e 333 horsepower) e 500 4MATIC (com motor V8, 435 horsepower e 71,4 kgfm de torque).


O GLE 500 e 4MATIC é um híbrido recarregável na tomada em casa (a partir de 220 Volts) que alia o motor BlueDIRECT V6 (que sozinho rende 333 horsepower) com o conjunto elétrico de 85 kW, gerando juntos o equivalente a 442 HP. Há quatro modos de operação: Hybrid (a utilização das duas formas de propulsão é mútua e gerenciada automaticamente), E-Mode (apenas o conjunto elétrico é utilizado, a até 130 km/h e com autonomia de até 30 quilômetros), E-Save (poupa a energia das baterias) e Charge (a bateria é recarregada ao dirigir ou em paradas). Assim, esta versão consegue a média de consumo de meros 30,3 km/l e a emissão de CO2 de 78 gramas por quilômetro rodado.
 

E para os que buscam mais esportividade, há duas versões: AMG 63 e 63 S (nestas imagens), com visual mais agressivo, rodas de até 21 polegadas, e motor 5.5 V8 - que no AMG "menos furioso" rende 557 horsepower e 71,4 kgfm de torque entre 1750 e 5500 rpm, e no AMG S gera 585 HP e torque de 77,5 kgfm entre 1750 e 5250 rpm. O modelo mais potente acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos (0,1 s mais ágil que o AMG 63) e ambos chegam à velocidade máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente, e têm média de consumo de 8,5 km/l.

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