terça-feira, 21 de abril de 2015

O estranho Qoros 2 SUV PHEV Concept


Lutando para se estabelecer no mercado de automóveis premium, a Qoros, subsidiária de luxo da Chery, apresenta no Salão de Pequim o carro-conceito 2 SUV PHEV, um estudo que aponta para um novo produto em sua linha. Seu estilo é audacioso, mas não necessariamente classificável como "bonito": veja os faróis e lanternas que avançam excessivamente pela carroceria e acompanhados de molduras sem pintura, a grade pouco inspirada, as rodas excessivamente recortadas, tudo isso em uma carroceria que se esforça em parecer parruda, numa cor (Misty Cyan) que inspira calma ao invés de esportividade... Ao menos o teto do modelo é criativo, com um teto panorâmico que traz cobertura inspirada nas janelas de casas chinesas, acompanhado de um QR Code. Porém é o único detalhe realmente interessante, em meio a tantas desarmonias visuais.


Com dimensões relativamente compactas (4,18 metros de comprimento, 2,60 m de distância entre-eixos, 2,03 m de largura [com retrovisores] e 1,55 metro de altura), o Qoros 2 SUV PHEV possui tração nas quatro rodas e a combinação de um motor de baixa cilindrada (turbinado e de alta eficiência) com o conjunto elétrico, embora absolutamente nada sobre a performance tenha sido divulgada, embora seja possível alternar entre os modos Pure (elétrico), Hybrid ou Sport. Resta saber será a estratégia para o futuro utilitário da Qoros, pois o 3 chegou com boas credenciais, cinco estrelas nos testes de colisão do Euro NCAP e estilo "europeu", e ainda assim a marca está perdendo dinheiro. Caso a Qoros invista no mercado chinês, quem sabe por lá este estilo corajoso não seja bem-aceito...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Foco na aerodinâmica


Quase superada a batalha contra emissões de gases tóxicos (monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos), que se aproximam de zero, a indústria automobilística mundial enfrenta desafio ainda maior. O inimigo a bater é o dióxido de carbono (CO2), um dos precursores do efeito estufa e de possíveis mudanças climáticas. Único meio de combatê-lo é diminuir o consumo de combustíveis de origem fóssil (diesel, gasolina e gás).


Quem já leu a ficha técnica de um modelo europeu deve ter ficado maravilhado com os dados de economia de combustível, quando comparados ao de motores feitos no Brasil. Se analisados de forma adequada, há importantes ressalvas, a começar pela gasolina, bem diferente quanto ao teor de etanol (lá no máximo 10% e aqui até 27,5%). Isso implica em diferentes poderes caloríficos, mas não é o principal fator.

Deve-se atentar ao NEDC (sigla em inglês para Novo Ciclo Europeu ao Guiar), considerado bastante “camarada” em termos de consumo medido em laboratório. No Brasil, NBR 7022 se baseia no ciclo americano US 75, mais rigoroso. Há quatro anos o Inmetro (responsável pela etiquetagem veicular brasileira de eficiência energética) seguiu o mesmo critério da EPA (Agência de Proteção Ambiental, dos EUA) e introduziu um fator de correção a fim de aproximar as referências de laboratório ao mundo real. Hoje, diferenças entre teórico e prático são mínimas.


Na Europa, porém, essa discrepância é bem maior desde que o NEDC surgiu em 2008. O grupo de lobby “verde” Meio Ambiente & Transporte fez reclamações públicas sobre o exagero de alguns fabricantes ao divulgar números de consumo em laboratório otimistas em demasia. Segundo a entidade, em certos casos a diferença atinge até 50% e o motorista dispenderia 500 euros (R$ 1.600) extras com combustível por ano, na vida real.

Tais falhas se corrigirão em 2017 ao surgir o WLTP (Procedimento de Teste Universal para Veículos Leves, em tradução livre do inglês). Desencadeará esforços adicionais para conter o consumo e, dessa vez, a aerodinâmica cumprirá papel mais preponderante.


Para se ter ideia, se o Cx (coeficiente de forma aerodinâmica) diminuísse de 0,32 para 0,20 nos novos modelos, emissões de CO2 cairiam até 20% e gasto de combustível na mesma proporção. Tendência já apareceu em protótipos, como VW XL Sport e Renault Eolab, no recente Salão do Automóvel de Paris. Podem-se prever carrocerias com foco no fluxo de ar – limitando a criatividade dos desenhistas –, pneus e rodas estreitos, além de expansão da chamada aerodinâmica ativa que altera certas superfícies com o aumento da velocidade, de grande utilidade em estradas, mas também em percursos urbanos.


Entre as modificações está o fim dos espelhos retrovisores externos, a exemplo daqueles dois modelos. Pequenas câmeras assumirão essa função, com eficiência adicional em visibilidade e segurança. Será possível graças à constante queda de preços das telas digitais, na esteira da popularização dos sistemas multimídias, que depois dos automóveis grandes invadiram os painéis frontais de modelos médios e até de compactos.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


McLaren apresenta o "acessível" 540C


Após o lançamento do McLaren 570S, a montadora inglesa revela no Salão de Xangai (China) o 540C, modelo mais em conta da linha. Com visual semelhante ao 570 "Shrinkwrapped", trata-se de uma versão mais mansa: o motor 3.8 Twin-Turbo V8 rende 540 cavalos e 55,1 kgfm de torque entre 3500 e 6500 rpm, contra 570 cv e 61,2 kgfm. Ainda assim, o 540C não fica muito atrás em termos de desempenho: acelera de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos (o 570S é 0,3 segundo mais rápido), vai de 0 a 200 km/h em 10,5 segundos, alcança a velocidade máxima de 320 km/h e consome em média 10,84 km/l, méritos do baixo peso de 1311 quilos com boa distribuição (42% no eixo frontal, 52% no eixo traseiro), do Start-Stop (que desliga o motor em paradas) e da aerodinâmica apurada. 


Com encomendas aceitas a partir de agora e as primeiras unidades chegando às lojas em 2016, o McLaren 540C será vendido por "módicos" £ 126 000, cerca de 60 mil libras a menos que o Lamborghini Huracán.

Honda Concept D antecipa novo SUV para a China



Futurista, com um jeitão de Stormtrooper da saga Star Wars, pintura dourada e rodas aro 21'', o Honda Concept D é, assim como o Concept B (revelado durante o Salão de Pequim em 2014, à direita), um prenúncio de um novo modelo exclusivo para o mercado chinês. Os detalhes sobre o utilitário se limitam aos vagos elogios de "ampla cabine" e "equipamentos de segurança avançados". A produção será efetivada pela Honda Motor China Investment, e a comercialização, tanto pela Guangqi Honda quanto pela Dongfeng Honda.

Venucia revela o conceito VOW em Xangai



Subsidiária chinesa de modelos elétricos da Dongfeng-Nissan, a Venucia apresenta no Salão de Xangai um modelo exclusivo, na esteira do sucesso de utilitários esportivos compactos: o VOW, abreviatura de Venucia Over Wonder. Sua cor da carroceria é inspirada na planície de Salar de Uyuni, localizada na Bolívia (a maior do mundo). Sobre o carro em si, não foram divulgados mais detalhes do que as três fotos desta postagem, mas a Venucia espera atrair o público jovem que valoriza o futuro e influencia tendências.


Volkswagen apresenta o luxuoso C Coupé GTE Concept


Mais um carro-conceito antecipa um futuro modelo da Volkswagen: o C Coupé GTE, apresentado no Salão de Xangai (China) e que, de acordo com a marca, está situado entre o Passat e o Phaeton. Com linhas predominantemente horizontais, faróis sem lentes integrados à ampla grade cromada e vincos prolongados, o modelo possui 5,07 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,44 metro de altura e nada menos que 3,01 metros de comprimento. As rodas são aro 22'', em pneus 265/30, chamam a atenção - assim como a iluminação de posição na grade, no símbolo da VW, nas saídas de ar dos para-lamas e ao redor das maçanetas.


Internamente, os comandos em telas sensíveis ao toque estão presentes até no volante e nos ajustes elétricos de retrovisores e vidros. O elegante relógio analógico entre as saídas de ar centrais na verdade é um monitor circular que também registra a qualidade do ar externo. Uma tela de 12,3 polegadas, efeito tridimensional e alta definição cumpre o papel de quadro de instrumentos; já o sistema "Infotainment" conta com tela sensível ao toque, também de 12,3 polegadas, que gerencia os comandos do ar-condicionado e pode servir para instruir ao motorista (que neste caso estaria mais para chofer) sobre percurso, cronograma e outras informações, dadas pelo passageiro de trás.


Quem senta em um dos dois bancos traseiros individuais pode ajustar a posição do assento e a temperatura por telas touchscreen de 4,5 polegadas, tendo à frente monitores de 9,5 polegadas que podem reproduzir comandos dados por smartphones ou tablets, além de um espaço refrigerado ideal para armazenar garrafas de champanhe. O teto solar panorâmico aumenta a sensação de amplitude da cabine (contando com ajuste de translucidez) e o sistema de som, concebido pela Dynaudio, possui potência de 600 Watts.


O VW C Coupé GTE Concept possui um motor TSI de quatro-cilindros que gera 210 cavalos e trabalha em conjunto com o motor elétrico (91 kW) integrado ao câmbio automático de 8 marchas e à bateria de íon-lítio na traseira. Ao todo, o conjunto entrega 245 cavalos e 50,9 kgfm de torque. O sedan acelera de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos e chega à velocidade máxima de 232 km/h - marcas que não parecem tão expressivas, por serem facilmente superadas pelo Jetta TSI ou pelo Golf GTI, ambos com bem menos torque.

Mas o conceito vira a mesa no quesito eficiência: seu consumo médio é de 43,5 km/l, com emissão de dióxido de carbono reduzida a 55 gramas por quilômetro rodado e autonomia superior a 1100 quilômetros. Além disso, o C Coupé GTE pode rodar até 50 km sem utilizar gasolina, com velocidade máxima no modo puramente elétrico restrita a 130 km/h. Há quatro modos de condução selecionáveis: Hybrid (os dois motores são utilizados conforme a demanda de potência e as baterias tem regeneração de energia),  E-Mode (o motor a combustão é desacoplado do conjunto), GTE (que torna mais esportivas as respostas da direção, do acelerador e do câmbio) e Battery Charge/Battery Hold (no primeiro modo, a bateria é recarregada enquanto se dirige; no segundo, o sistema faz o possível para a energia da bateria se manter constante).


Mercedes GLC Coupé Concept prenuncia o novo GLK


Lançado em 2007, o Mercedes-Benz GLK dará lugar em breve a um novo utilitário esportivo, o GLC (o novo nome indica derivação da plataforma utilizada pelos Classe C) - e este carro-conceito, que está sendo apresentado no Salão de Xangai, adianta as linhas da versão Coupé, concebida com o intuito único de rivalizar com o BMW X4, o "SUV-cupê" revelado em 2014 como uma opção mais ousada estilisticamente ao X3. O GLC Coupé, por sua vez, lembra uma versão 17 centímetros mais curta do GLE Coupé, com linhas gerais similares. Medindo 4,73 metros de comprimento, 2,83 m de distância entre-eixos e 1,60 metro de altura, o GLC Coupé é assentado em rodas aro 21'' com pneus 285/45, e pintado na chamativa cor Solar Beam.


Diferentemente de muitos conceitos exibidos no Salão de Xangai, a mecânica do GLC Coupé não apela para sistemas híbridos: o motor é o 3.0 V6 Biturbo a gasolina de 367 horsepower e 53 kgfm de torque que já equipa o GLE 400. O câmbio é o 9G-TRONIC (automático de 9 marchas), e a tração, integral 4MATIC.

domingo, 19 de abril de 2015

Nova geração do Ford Taurus é lançada na China


Sinal dos tempos: antes um país lembrado pelas cópias de baixa qualidade de carros consagrados no Ocidente, a China têm atenção crescente das montadoras, especialmente nos segmentos de luxo e de superesportivos. A Ford escolheu o Salão de Xangai para apresentar a nova geração do Taurus, um ícone norte-americano que será fabricado em Hangzhou, planta que terá capacidade produtiva de cerca de 250 mil unidades ao ano e recebeu investimento de US$ 760 milhões.


Externamente, muitos traços do Taurus remetem ao Ford Fusion, mas as proporções dos sedans são diferenciadas - com vantagem para o novo modelo. Enquanto o modelo produzido no México possui 4,87 metros de comprimento, 2,85 m de distância entre-eixos e rodas aro 17'' ou 18'', o novo Ford chinês possui cinco metros de comprimento, 2,95 metros entre os eixos e rodas aro 19'' de dez raios (que ainda assim parecem pequenas em suas caixas de roda).


A Ford segue escondendo detalhes do novo Taurus: traseira e painel, por exemplo, não foram revelados. Mas o sedan trará teto solar panorâmico, banco traseiro tripartido (nas proporções 40 - 20 - 40), 25 porta-objetos espalhados pelo interior, controles de ar-condicionado e mídia embutidos no descansa-braço para quem senta atrás, além do motor 2.7 EcoBoost V6.


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