sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Renault lança série limitada Outdoor do Duster


Prestes a ser reestilizado no Brasil, o Renault Duster estreia uma série especial baseada na versão Expression 1.6 16v, a Outdoor (o nome já batizou uma série da Mitsubishi L200), com equipamentos adicionais, que normalmente seriam opcionais ou disponíveis apenas nas versões completas.


Externamente, o Outdoor traz faróis com máscara negra, rodas de liga leve e adesivos na parte inferior das portas e na tampa do porta-malas. Há quatro opções de cores: Branco Glacier, Prata Étoile, Verde Amazonas e Vermelho Fogo.


Esta série vem equipada com direção hidráulica, ar-condicionado, travas e vidros elétricos, freios ABS, airbag duplo e rádio CD/MP3 com entradas USB e auxiliar. O motor 1.6 16v Hi-Flex rende 110 cavalos com gasolina e 115 cv com etanol @ 5750 rpm. Com garantia de três anos ou 100 000 quilômetros, o Duster Outdoor manteve o preço de R$ 59 990 da versão Expression 1.6.


Tiro certeiro [Alta Roda]


Quando este colunista esteve em Nova York (EUA), em julho do ano passado, para a prévia mundial do BMW i3, já se sabia que a marca alemã seria a primeira a vender um carro elétrico no Brasil. Decisão ousada, pois a estimativa publicada na coluna era de que custaria em torno de US$ 100.000, ou R$ 230.000, o que se confirmou. Outros modelos elétricos, Nissan Leaf e alguns da Renault, circulam em pequenas frotas cativas. Os fabricantes ainda esperam redução de impostos que cortariam os preços no mínimo em 35%, mas a decisão só deve ser anunciada depois das eleições.


Não se pode dizer que o incentivo atual é zero. Na cidade de São Paulo, onde se espera vender no mínimo um terço do lote inicial de 100 unidades, qualquer elétrico puro está isento do rodízio municipal pelo final de placa. Outras sete capitais também terão o carro à venda. A BMW acertou em trazer apenas a versão REX do i3, que inclui um motor a combustão bicilíndrico (34 cv), de um scooter da mesma marca, para, via um gerador, carregar a bateria e estender a autonomia. Essa é uma forma de diminuir a insegurança do motorista, se não encontrar tomada por perto.

Ao contrário do Chevrolet Volt, híbrido plugável que não se adquire sem o motor a combustão, o i3 tem a versão comum – cerca de 10% mais barata, apenas com bateria de íon de lítio – cuja autonomia varia de 160 a 200 km (nesse caso sem usar o ar-condicionado). A decisão de colocar um tanque de gasolina de apenas nove litros foi resposta à legislação de alguns países que restringem incentivo fiscal se a autonomia com combustível fóssil ultrapassar a da puramente elétrica. Híbridos a gasolina plugáveis permitem distâncias 10 ou mais vezes superior à conseguida com a bateria.


A chegada do compacto i3 ao Brasil coincide com o início da produção, em poucos dias, da fábrica catarinense da BMW. Automóvel elétrico desperta curiosidade por aqui e, assim, a marca espera o benefício de imagem tecnológica. Afinal, esse é um carro projetado desde o início para máxima eficiência. Estrutura monobloco bastante leve une compósitos de fibra de carbono e alumínio, sem coluna B (central) e portas traseiras de abertura reversa. Até pneus têm diâmetro e largura específicos para aproveitar a característica do motor elétrico de entregar torque máximo instantâneo. Motor de 170 cv permite acelerações de 0 a 60 km/h em apenas 3,9 s (bem melhor do que carros comuns), o que o faz extremamente ágil em uso urbano. Velocidade máxima limitada a 150 km/h preserva autonomia.


Interior é espaçoso para quatro passageiros (capacidade homologada) e o porta-malas de 260 litros alinha-se ao de compactos tradicionais. O assoalho plano permite que motorista saia pela porta dianteira do lado direito com facilidade, especialmente útil em cidade e estacionamentos apertados. Também interessante é a conectividade a bordo bem superior ao convencional.

A BMW, com marketing correto e tiro certeiro, está vendendo i3 dentro da capacidade inicial de 40.000 unidades/ano, sem perder dinheiro, enquanto a Nissan acaba de anunciar a desaceleração da produção própria de baterias pela dificuldade do Leaf em decolar no mercado.

RODA VIVA


MERCEDES-AMG GT é desses carros esporte que dificultam apontar um defeito, fora o preço, previsto em torno de US$ 120 mil com impostos “normais” no exterior. Ainda não foi possível acelerar, em sua apresentação estática, na Alemanha, pois as vendas só começarão no primeiro trimestre de 2015. Estará entre as grandes atrações dos Salões do Automóvel de Paris e São Paulo.


PARTE traseira do substituto do Mercedes SLS lembra linhas do Porsche 911 (Turbo parte de US$ 150 mil), também inspirador do VW SP nos anos 1970. AMG GT tem características acima dos padrões: novo motor V8 biturbo com cárter seco (462 e 510 cv), transeixo (câmbio e diferencial acoplados) traseiro, carroceria em alumínio e interior esportivamente aconchegante.


HYUNDAI I30, com motor de 1,8 L e 150 cv, que deveria ter desde o início dessa nova geração, mostra um conjunto virtuoso entre estilo, interior espaçoso, bancos dianteiros elétricos, porta-malas adequado, faróis bixenônio e até teto solar panorâmico. Sua suspensão, no entanto, é mais macia que o desejável. Para-choque tende a raspar em valetas e lombadas acentuadas.


NOVO JEEP CHEROKEE chega agora ao Brasil com a fama de bem aceito nos EUA, mas o estilo frontal é algo fora do normal. Harmonia entre faróis e lanternas foge dos padrões. Traseira também exibe audácia, mas aceitável. Resta saber como os brasileiros aceitarão esse SUV que rompe com tradições estilísticas da Jeep. A marca está otimista.


VERSÃO intermediária do Cherokee custa R$ 174.900, pouco acima da Limited da geração anterior, compensado por mais equipamentos. Haverá, ainda, versões de entrada – R$ 159.900 – e de topo – R$ 189.900. Interior é sóbrio com boa tela multimídia de 8,4 pol. Motor V-6/3,2 L/271 cv e tração 4x4 garantem o tradicional bom desempenho fora de estrada.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Toyota Etios 2015 está mais equipado - e mais caro


Aos poucos, a Toyota vai agregando equipamentos e requintes aos Etios Hatch e Sedan, lançados no Brasil em outubro de 2012. Criticado desde o lançamento pelo visual indigesto e pelo interior simplório, a linha 2015, que chega às concessionárias depois de amanhã (19 de setembro), não resolve as reclamações em torno de seu estilo externo. Mas houve evoluções notáveis por dentro.


Desde a versão X há um novo indicador do nível de combustível, maior e com relógio digital integrado. O volante passa a ser idêntico ao do Corolla, com comandos de som nas versões mais equipadas - e finalmente o modelo passa a contar com preparação para som também na traseira, banco do motorista com regulagem de altura, alerta sonoro de portas abertas e faróis acesos e função “auto down” para o vidro elétrico do motorista. O Etios XS vem com sistema de som com nova interface e conexão Bluetooth, alarme, comandos de som no volante e acabamento dos bancos que mistura tecido e material sintético.


Nas versões XLS e Cross, as novidades são bancos e volante revestidos em couro; o XLS passa a ter luzes de seta nos retrovisores externos. Já a versão Platinum (nas imagens) passa a vir com central multimídia com GPS, câmera de ré e reprodução de DVD e TV digital.


Não houve mudanças nos motores 1.3 16v (de 84/90 cavalos @ 5600 rpm e 11,9/12,8 kgfm de torque @ 3100 rpm) e 1.5 16v (com 92/96,5 cavalos de potência @ 5600 rpm e torque de 13,9 kgfm @ 3100 rpm).


Duas cores foram introduzidas – branco pérola e azul techno – que se somam aos tons preto, cinza, branco sólido, prata e vermelho, além do amarelo para a versão Cross.


O Etios Hatch X agora parte de R$ 38 380, enquanto a versão XS custa R$ 42 620, e a XLS, R$ 46 220. O comprador do Etios Cross vai desembolsar R$ 49 190,00, pouco mais que pela versão Platinum (R$ 49 120).


Já o Etios Sedan básico tem preço inicial de R$ 42 470. A versão XS custa R$ 45 190, a XLS sai por R$ 48 880, e a Platinum, R$ 51 780.



Mercedes GLA chega ao Brasil em três versões


Baseado no Mercedes-Benz Classe A, o GLA passa a ser o terceiro membro da "linha A" (incluindo o CLA) e quinto utilitário esportivo da marca (contando com os Classes G, M, GL e GLK) no Brasil - por ora importado, mas com produção nacional confirmada em Iracemápolis (SP) no ano de 2016. 


Por fora, o GLA lembra uma interpretação mais musculosa do próprio Classe A, destacando-se por seus para-choques mais robustos, vincos demarcados no capô e nas laterais, grade com dupla lâmina, rodas aro 18'', faróis com máscara negra e LEDs de uso diurno, frisos no teto, spoiler traseiro e lanternas mais prolongadas, que invadem a tampa do porta-malas.


Por dentro, painel e disposição dos comandos também remetem a Classe A e CLA, com o tom prata escurecido predominante no ambiente. As saídas de ar que remetem a turbinas, a tela saltada do painel, o volante multifuncional de três raios revestido em couro, o quadro de instrumentos com informações analógicas concentradas em dois círculos (com a tela colorida do computador de bordo entre eles) e os assentos esportivos são elementos comuns aos irmãos de plataforma. Nas versões Vision e Vision Black Edition há teto solar panorâmico com abertura deslizante elétrica.


Todas as versões são equipadas com o motor 1.6 Turbo com injeção direta de combustível, 156 cavalos @ 5300 rpm e torque de 25,5 kgfm entre 1250 e 4000 rpm, combinado ao câmbio automático 7G-DCT com dupla embreagem, e à função ECO Start/Stop, que desliga o motor ao parar em semáforos ou congestionamentos, reduzindo o consumo e as emissões de poluentes. O GLA acelera de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e tem velocidade máxima limitada eletronicamente a 215 km/h.


O porta-malas tem capacidade de 421 litros, ou 836 L com o rebatimento dos bancos traseiros.


O GLA 200 Advance traz de série direção elétrica, piloto automático TEMPOMAT, limitador de velocidade Speedtronic, borboletas para trocas manuais de marchas, sistema Audio 20, com display de 5,8 polegadas, entrada para CD e conectividade Bluetooth; Active Parking Assist, que permite estacionar automaticamente em vagas paralelas ou perpendiculares; controle eletrônico de estabilidade, Hill Start Assist (assistente de partida em ladeiras), Attention Assist (detecta sinais de fadiga do motorista e sugere uma parada), luzes de freio adaptativas (de acordo com a força da frenagem, acendem de forma interminente), função Hold ("segura" o carro em paradas, sem a necessidade de se pisar no freio), ar-condicionado digital Thermatic e molduras do interior na cor Silver Wave.


As versões GLA 200 Vision e Vision Black Edition trazem teto solar elétrico, rodas aro 18de desenho exclusivo, sistema multimídia COMAND Online com teoa de 7 polegadas, GPS, acesso a Internet por conexão Bluetooth a dispositivos móveis com pacote de dados, memória de 10 GB para arquivos de áudio e Linguatronic; banco do motorista com ajustes elétricos (inclusive lombar) e três memórias de posição, além do ar-condicionado Thermotronic com duas zonas de temperatura.


O GLA 200 Vision Black Edition diferencia-se pelas rodas de liga leve na cor preta, retrovisores também pretos e pedaleiras de alumínio com detalhes emborrachados. O GLA 200 Advance será vendido por R$ 132 900, enquanto o 200 Vision tem preço de R$ 149 900, e o Vision Black Edition, R$ 152 900. Suas revisões terão preço fixo: a 1ª revisão (de 10 mil km ou 1 ano) sai por R$ 600; a 2ª revisão (20 mil km ou 2 anos), R$ 1250, e a 3ª revisão (30 mil km ou 3 anos), R$ 600.

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