quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Inspecionar carros novos? [Alta Roda]


Debater a inspeção veicular ambiental na cidade de São Paulo, que tem a maior frota do país e equivalente à de vários Estados, voltou ao centro das atenções, pois outras regiões metropolitanas deverão também tomar decisões. Afinal, o prefeito Fernando Haddad prometeu em sua campanha isentar da inspeção os veículos leves com até cinco anos de uso e não cobrar mais tarifas dos demais.

Arroubos políticos precisam ser criticados. Está corretíssimo – e sempre foi a posição desta coluna – dispensar da inspeção automóveis novos que passam por rigorosos testes e usam equipamentos antipoluição confiáveis (garantia mínima de cinco anos) depois de apenas quatro meses do primeiro emplacamento. É assim, aliás, em todos os países: obrigação do quarto ano ou quinto ano de uso em diante. Não parece justo, entretanto, impor tarifa gratuita em um serviço que só beneficia parte dos contribuintes, apesar de potenciais ganhos indiretos.


Ainda há muito falatório, sem base técnica. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SMVA) da Prefeitura saiu com essa pérola: “O impacto para a qualidade do ar será relevante, uma vez que os veículos mais novos contribuem com cerca de 12% de toda a poluição." Nada mais falso. A SVMA deveria focar suas preocupações em veículos a diesel e, eventualmente, motocicletas, sujeitos a desvios de padrão com a tecnologia atual. Donos de automóveis que alteram centrais eletrônicas para aumento de potência são em número ínfimo e nem sempre pegos na inspeção.

Monóxido de carbono (CO), por exemplo, há muito deixou de constituir preocupação. Material particulado (MP) exige atenção em motores diesel, mas estes estão apenas em algumas picapes e SUVs caros. Podem continuar a ser inspecionados até a tecnologia Proconve P7 estar disseminada. Resta o ozônio, cujos precursores são óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC). Não se faz medição de NOx porque exige o motor em carga, ou seja, sobre rolos embutidos no solo, o que nem se cogitou na ânsia de inspecionar de qualquer jeito.


Dispensa dos veículos com até quatro anos de uso representaria aumento nas emissões de HC mais reativas (somente veículos a gasolina) de apenas 0,1% da frota que comparece às estações, perda desprezível para a eficiência do programa. E o impacto na atmosfera não é de proporção linear, exigindo mais estudos e menos palpites.

Bobagem, repetida por “ecochatos”: motores feitos aqui são inferiores aos produzidos no exterior e os combustíveis, também. O programa brasileiro de controle de poluição segue bem de perto as normas de outros países. Tanto o diesel (agora com teor de enxofre de apenas 10 ppm, ou S10) como a gasolina (já em 2014) estão alinhados às melhores especificações internacionais. Automóveis no Brasil nem utilizam motores a diesel.

Ganho ambiental para a capital paulista seria expandir a inspeção restrita e focada para ao menos a metade dos outros 38 municípios da região metropolitana. Países europeus e a Cidade do México já proíbem a circulação livre de carros com mais de 20 anos de uso nas regiões centrais das capitais, mas que político teria essa coragem? Mesmo ajustados, essa frota polui até 50 vezes mais que a de carros novos.


RODA VIVA


ANO de 2012 mostrou que forte concorrência entre 49 marcas de autos e veículos comerciais no mercado brasileiro já bateu na lucratividade dos fabricantes e importadores oficiais. Remessas a matrizes no exterior caíram 56%, em relação a 2011. Ainda assim, US$ 2,4 bilhões enviados representaram 2% do faturamento de US$ 120 bilhões do setor.


COM 4,9 metros de comprimento e 1.600 kg de peso, BMW 528i é um automóvel grande, mas ao mesmo tempo ágil, seguro e relativamente fácil de manobrar com a câmera de ré, em tela de 7 pol, no centro do painel. Incrível elasticidade do motor 2-litros turbo/245 cv/36 kgf∙m, ao mesmo tempo suave e sonoro. Conforto garantido por 2,97 m de entre-eixos.


HYUNDAI acertou ao agir, de certo modo discretamente, na decoração do HB20X. Ao contrário das versões normais do compacto, cujo curso limitado das suspensões gerava pancadas secas em lombadas foras do padrão, a “aventureira” não toma conhecimento. Isso sem comprometer demais a estabilidade em curvas e retas no asfalto e no fora de estrada leve.


COMEÇARAM vendas do Toyota Prius, primeiro híbrido que deu certo no mundo e até hoje o mais vendido. Preço, de fato, é bem salgado, R$ 120.830, apesar do subsídio da fábrica. Tem 136 cv de potência. Há perda internas no trem de força, pois o motor a combustão entrega 99 cv e o elétrico, 82 cv. Consumo de gasolina em cidade é inferior ao anotado em estrada.

GENERAL MOTORS também resolveu aderir às caixas de câmbio automatizadas de duas embreagens. Até agora resistia à sua adoção, ao dar preferência aos tradicionais automáticos com conversor de torque. Primeira fábrica está em fase de conclusão no México. Aplicações devem começar na linha Sonic/Trax produzida naquele país.

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


Dodge Dart é customizado pela Mopar


A Mopar apresenta o Dodge Dart 2013 no Salão de Chicago (EUA), limitado a 500 unidades. Equipado com o motor 1.4 MultiAir de 162 cavalos utilizado no Fiat 500 Abarth, o Mopar Dart vem com carroceria e rodas aro 18'' na cor preta, aerofólio, saias laterais e uma faixa azul que corta a parte esquerda da carroceria. Curiosamente, o banco do motorista é azul, enquanto os outros são pretos, todos de couro.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

W Motors apresenta Lykan, de US$ 3,4 milhões


A W Motors S.A.L apresenta no Salão de Qatar o Lykan Hypersport, que terá apenas sete unidades construídas, cada uma delas vendida por cerca de US$ 3 milhões e 400 mil. O superesportivo se destaca pelo visual futurista aliado ao requinte: os faróis de LEDs possuem partes em diamantes, os bancos de couro ganham detalhes em ouro, as rodas e grades possuem coloração contrastante com a carroceria e a traseira ostenta lanternas retas, ao mesmo tempo horizontais e verticais.

Seu motor seis-cilindros twin-turbo gera 750 hp, levando o Lykan de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos, chegando à velocidade máxima de 395 km/h. As primeiras unidades serão entregues ainda este ano.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Novo Ford Fusion chega às concessionárias


Já é possível encontrar a nova geração do Ford Fusion nas lojas (relembre dos modelos anteriores vendo as fotos ao lado: a primeira geração foi apresentada aos brasileiros em 2006, na versão SEL 2.3. A reestilização chegou em 2009, além das versões 3.0 AWD e Hybrid). Apresentada primeiramente no Salão de Detroit de 2012 e, no Brasil, no Salão de São Paulo, a segunda geração do sedan de luxo está disponível para compra. Neste primeiro momento, a procura pela novidade é muito alta: na concessionária visitada (Antares, Teresina - PI), esta era a única unidade disponível, já vendida e que era também o carro do showroom. Os revendedores afirmam que não há previsão de unidades disponíveis para test-drive nem data de lançamento das versões 2.5 (que deverá se converter ao sistema flex-fuel) e Hybrid. 
O Fusion que chega às lojas é o Titanium, com motor 2.0 EcoBoost de 240 cavalos @ 5500 rpm e torque de 34,7 kgfm. A tração atua nas quatro rodas. O catálogo UNC3 traz como itens de série oito airbags, ar-condicionado digital, MyKey com partida sem chave, Hill-Holder, freio de estacionamento elétrico, rodas aro 18'', central multimídia Sync com teta sensível ao toque, teto solar, sistema de estacionamento automático, alerta de colisão, BLIS (indicador de pontos cegos), piloto automático adaptativo e sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, entre outros itens.


São sete cores disponíveis: Branco Sibéria, Prata Dublin, Cinza Berlin, Preto Bristol (unidade das fotos), Vermelho Vermont, Vermelho Bordeaux e Azul Carmel. O preço varia bastante de acordo com a região e a procura. Na tabela custa R$ 112 990, mas na concessionária, a versão das fotos sai por R$ 117 000.





segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Toyota apresenta comercial do novo RAV4 com atriz Kaley Cuoco



Kia lança versão GT do pro_cee'd


A Kia apresenta de forma oficial o pro_cee'd GT, versão esportiva do hatchback que foi apresentado em sua segunda geração no ano passado. O modelo se destaca visualmente pelas pinças de freio e friso da grade inferior pintados de vermelho; logotipo GT na grade superior, rodas aro 18'', dupla saída de escape, bancos Recaro e luzes diurnas de LEDs. O motor 1.6 GDI movido a gasolina rende 201 cavalos e o levam de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. O pro_cee'd começa a ser vendido em meados deste ano no exterior.



domingo, 27 de janeiro de 2013

Kia apresentará concept-car no Salão de Genebra


A Kia prepara a apresentação de um carro-conceito para o Salão de Genebra (Suíça). Apesar das imagens reveladas pela montadora sul-coreana, ainda não se sabe o nome do modelo ou especificações técnicas.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Quem paga a conta [Alta Roda]



Salões de automóveis sobem seu astral quando refletem recuperação de vendas e produção. Essa atmosfera positiva marca o Salão de Detroit que se encerra neste domingo. Afinal, o mercado está em franca expansão (13% em 2012), embora as marcas locais, à exceção da Jeep, continuem patinando na preferência do consumidor.

Simbolismo do Corvette Stingray, em sua sétima geração, ajuda a levantar autoestima da Chevrolet. Todo novo, herda características de marcas alemãs como câmbio manual de sete marcas (até agora só no Porsche 911) e distribuição de peso de exatos 50% em cada eixo (ponto de honra da BMW).


No outro extremo, a picape pesada Silverado reformada coloca pressão sobre a arquirrival série F, da Ford. A reação veio da picape conceitual Atlas, visão antecipada da nova F-150, em 2014. Houve comentários de que a empresa ousou na estratégia e talvez se reflita nas vendas do modelo atual.


Leves reestilizações do Grand Chrerokee e Compass, acompanhadas de versões diesel e câmbio automático convencional no lugar do CVT (no final do ano, aqui), continuam a animar a Jeep.


Essa edição do salão está mais atraente para o mercado brasileiro. O SUV-conceito compacto da Honda sobre arquitetura do Fit e a bem-vinda reinvenção estilística do Corolla, batizada pela Toyota de Fúria (interior não exibido), antecipam o que será também produzido aqui, em 2014/15.


Outra novidade está fora do Salão, mas mostrado a jornalistas na véspera do dia de imprensa. Mercedes-Benz CLA, sedã compacto anabolizado com base nos Classes A e B, além de carro mais aerodinâmico do mundo (Cx incrível de 0,22), deverá abrir a produção no Brasil. Falta a empresa alemã bater o martelo, mas Dieter Zetsche, principal executivo mundial, admitiu ser mais viável um acordo com a Nissan, na fábrica em construção de Resende (RJ).


Graças ao previsto crescimento, nos próximos anos, do mercado brasileiro de marcas refinadas, esta edição do salão merece um olhar mais atento. Acura e Infiniti têm novidades: SUV médio MDX e novo sedã Q50, respectivamente. Cadillac, até como reação ao maior número de concorrentes, é considerada marca de importação certa pela GM. E o médio-grande ATS, de tração traseira ou 4x4 e menor Cadillac em dimensões, mostra apelo visual digno dos europeus, o que atrai por aqui.

Entre outras novidades conceituais, destacam-se o Volkswagen Cross Blue e o Hyundai HCD-14. O primeiro, um crossover híbrido diesel de sete lugares (no salão, versão de seis lugares), específico para o mercado local, com preço entre Tiguan e Touareg. O projeto será ainda aperfeiçoado para provável produção ao lado do Passat americano. O segundo é a visão do futuro sedã de topo coreano, Genesis, com portas traseiras “suicidas” à Rolls-Royce. Versão final deve ousar menos.


Balanço positivo do salão não impede constatar, mais uma vez, que fabricantes parecem bem mais empolgados com soluções alternativas do que compradores. Elétricos puros, híbridos e Diesel, tudo somado, representam apenas 3% das vendas totais nos EUA. Embora tenda a crescer, na realidade poucos querem pagar a conta. E, para complicar, motores convencionais têm mostrado queda de consumo de combustível, a preço que todos suportam.

RODA VIVA

COTAS de produtos mexicanos ainda amarram planos de importação. SUV compacto Chevrolet Trax (aqui se chamará Tracker) virá para atrapalhar a vida de EcoSport e Duster, porém falta definir de que forma Sonic será “prejudicado”. Volta da Alfa Romeo ainda está condicionada, pela Fiat, à avaliação de cotas previstas no regime Inovar-Auto. Nada confirmado.


FLUENCE GT, sedã discreto, ao menos faz jus à sigla, ao contrário do Sandero da própria Renault. Motor turbo de dois litros, 180 cv, coloca-se em desempenho entre Peugeot 308 THP e Jetta TSI, na faixa dos R$ 80 mil, mas sem câmbio automático. Bom trabalho de engenharia na suspensão. Faltam coisas simples: um-toque nas alavancas de limpador e setas.



MESMO sem confirmação pela GM, importação do novo Malibu é certa, depois da desistência do Omega. Chevrolet concorrente direto do mexicano Fusion, impostos refletem no seu preço (vem dos EUA, sem isenções). Retoques externos e internos e motor um pouco mais potente agradam, em breve avaliação. Banco traseiro, baixo demais, será mudado até meados do ano.

ENQUANTO a taxa cambial ajudou, alguns modelos nacionais foram competitivos até em países avançados do Hemisfério Norte. Destaque para o Fox, com 305.000 unidades, maior volume já exportado de um automóvel brasileiro para a Europa (2005-2012). Voyage, nos anos 1980, teve 202.000 unidades vendidas nos EUA e Canadá, feito para época.

SAIU lista dos 10 mais vendidos na Europa, em 2012, segundo pesquisa da consultoria inglesa Jato: Golf, Fiesta, Polo, Corsa, Clio, Focus, Astra, Qashqai (Nissan), Mégane e Passat. Crossover da Nissan é o único a nunca aparecer por aqui. Os outros, em diferentes gerações, foram produzidos e/ou importados, nomes familiares aos brasileiros.


Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1º de maio de 1999. É publicada em uma rede nacional de 98 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Recall do Land Rover Evoque no Brasil


Unidades do Land Rover Range Rover Evoque, todas fabricadas de agosto de 2012 a setembro de 2012, estão sendo convocadas para recall a partir de hoje (24 de janeiro), onde serão inspecionados os parafusos que apoiam a caixa de direção. Curiosamente, serão quatro unidades convocadas para recall. É possível ocorrer desgaste destas fixações de apoio da caixa de direção, com risco de perda de controle e colisões, embora nenhum acidente tenha sido registrado pela falha.

Chassis envolvidos

2BGXCH705704 a 2BG6CH704517

Maiores informações

0800 012 2733

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aston Martin lança Rapide S


O Aston Martin Rapide passa por uma atualização visual e mecânica, ganhando também a sigla S e o ano-modelo 2014. Uma das modificações mais significativas ocorreu na frente, com ampla grade e novo para-choque. O motor 6.0 V12 aspirado agora produz 558 cavalos @ 6750 rpm, aumento de 81 cv em relação ao Rapide anterior. Assim, vai de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos (0,3 s mais rápido), chegando aos 305 km/h. As vendas do novo Rapide começam em fevereiro.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Kia Sorento 2014 circula em Brasília


Reestilizado e apresentado no exterior no ano passado, já há uma unidade do novo Kia Sorento em território nacional, clicada por Ygor Bastos. No entanto, não é um exemplar trazido pela montadora coreana para testes. Esta unidade, que transita por ruas de Brasília (DF), pertence a um integrante da embaixada (como indicam as iniciais "CD" na seção reservada à cidade e Estado da placa, azul com caracteres brancos). 

As modificações (mais significativas na traseira, com novo recorte de lanternas e retoques nos para-choques, grade e faróis) deverão chegar ao Sorento vendido no Brasil este ano, apesar do modelo exibido no Salão de São Paulo em 2012 não ter ostentado estas mudanças.


Fotos | Ygor Bastos

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