segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Chery Fulwin2 é atualizado na China


O Chery Fulwin2 (que no Brasil foi apresentado no Salão de São Paulo com o nome Celer) passa por uma reestilização na China. Entretanto, o modelo brasileiro a princípio será o anterior, sem as modificações promovidas agora. As mudanças abrangem faróis, grade, capô, para-choques, rodas e design interno das lanternas. Por dentro, uma bem-vinda mudança: os instrumentos atrás do volante estão maiores e há sistema multimídia com tela sensível ao toque. A motorização segue a 1.5 de 109 cavalos, que no Brasil será bicombustível.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Infiniti libera vídeo-teaser do Q50



A Infiniti prometeu liberar mais alguns detalhes do novo modelo Q50 quando atingisse 1 milhão de fãs no Facebook, e revela um vídeo-teaser do futuro carro, a ser lançado no Salão de Detroit em 2013.
 

Fiat Uno e Palio Interlagos estão nas lojas


A Fiat inicia a comercialização da série especial Interlagos para o Uno e o Palio. Baseada na versão Sporting, os modelos foram apresentados no 27° Salão do Automóvel de São Paulo, e se diferenciam pela cor Amarelo Interlagos, com capas dos retrovisores e aerofólio na cor preta. 
 


Por dentro, ambos receberam costuras amarelas no tecido dos bancos e no volante em couro. O Uno Interlagos vem com ar-condicionado, regulagem de altura do banco do motorista, pedaleiras esportivas,apoios de cabeça para os cinco passageiros e sistema de som CD/MP3/WMA com Bluetooth e entrada USB, por R$ 36 830.

O Palio Interlagos vem com teto solar elétrico, sistema de som com comandos de rádio no volante, retrovisores externos elétricos e vidros traseiros elétricos. O preço é de R$ 43 860.
 



Fotos | Rafael Susae

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Análise completa do Hyundai HB20



Para fechar as avaliações de 2012 no Auto REALIDADE, conferimos a fundo o lançamento do ano, eleito por internautas amantes de automóveis em enquete promovida aqui: o Hyundai HB20. Trata-se de um dos carros mais aguardados dos últimos tempos. 

Fala-se no “projeto HB” desde 2009, quando foi apresentado o carro-conceito ix-metro, que poderia inspirar o futuro Hyundai de produção brasileira. Na época havia quem defendesse que o modelo seria um i20 ou um Verna hatchback abrasileirado, mas o primeiro flagra do mock-up limpo, divulgado pela Autoesporte ainda em julho de 2010, mostrava que o carro seria inédito e bastante ousado. De lá para cá foram diversos cliques do HB em testes e duas viagens (à Coreia do Sul e à Piracicaba – SP) nas quais os jornalistas puderam ver o carro limpo sem fotografá-lo e dirigi-lo camuflado. 



A espera terminou dia 12 de setembro, quando começaram a campanha publicitária e as reservas do HB20 via internet. Pouco tempo depois chegou às lojas, algumas especialmente construídas para ele (Blue Gate), como a de Teresina (PI) – a propósito, esta concessionária não consta no mapa oficial de revendedoras do HB20.

No Salão de São Paulo foi revelada a versão com apelo aventureiro, HB20 X, e em 2013 chega a versão sedan. Agora analisamos a sensação da Hyundai nas versões 1.0 e 1.6, ambas no acabamento Comfort (e variações Plus e Style), que pelo observado nas ruas são as mais vendidas (vale destacar que o HB20 já é o oitavo carro mais vendido do Brasil).


Visualmente, o HB20 é atraente, conversando a filosofia “Fluid Sculpture” da marca, lembrando em especial o novo Hyundai i30, que deve chegar às lojas em janeiro próximo. Ou seja: apesar de brasileiro, seu design faria boa figura na Europa. Nas versões mais básicas é nítido o visual menos arrebatador (o que pode ser visto como uma estratégia da Hyundai para gastar mais numa versão com visual mais atraente), com as calotas caretas, retrovisores e maçanetas sem pintura, ausência de “black-out” nas colunas e faróis de máscara negra (enquanto na maioria dos carros ela dá um ar esportivo, no HB20 dá a sensação de economia). Curiosamente, as palhetas dos limpadores de para-brisa têm uma proteção na cor amarela e havia uma unidade na cor marrom-metálico, rara no mercado nacional. No conjunto, é um design que chama atenção nas ruas (especialmente enquanto sua presença não se massifica) e que recebe poucas críticas, ao contrário dos concorrentes diretos Chevrolet Onix e Toyota Etios.


A boa impressão da parte externa é reforçada no interior, que remete ao Elantra e possui um bom pacote de equipamentos desde a versão 1.0 Comfort: direção hidráulica, ar-condicionado, airbags frontais, computador de bordo, gaveta sob o banco do motorista e diversos porta-objetos. Possui boa ergonomia, entre-eixos de 2,5 metros e bom espaço na frente, mas apenas razoável atrás, especialmente para as pernas dos mais altos. O acabamento é de boa qualidade e nas versões mais caras, possui detalhes em alumínio. O sistema de som Double-din (opcional nas versões Comfort/Comfort Plus, por R$ 995) segue a de outros Hyundai, com uma tela azul monocromática que destoa da modernidade dos instrumentos. O estofamento, com linhas azuis, é interessante. Se o vidro traseiro achatado contribui com o visual, a visibilidade para trás é menor que a esperada para um hatch.


São duas opções de motorização. O 1.0 12v Kappa, de três cilindros, é o utilizado no Kia Picanto. Rende 75 cavalos com gasolina e 80 com etanol @ 6200 rpm, entregando torque de 9,4/10,2 kgfm (gasolina/etanol) @ 4500 rpm. De acordo com a Hyundai, faz de 0 a 100 km/h em 15,9/14,9 segundos com gasolina/etanol, atingindo 157/160 km/h (gasolina/etanol). Seu barulho soa curioso e o desempenho é suficiente no perímetro urbano.

Já o 1.6 16v Gamma (foto) é o utilizado no Kia Soul, Hyundai Veloster e no novo i30 que está para chegar. Este propulsor pode receber o câmbio automático, que tem a falha de oferecer apenas quatro marchas. Possui 122/128 cavalos @ 6000 rpm e torque de 16,0/16,5 kgfm. Segundo a marca, faz de 0 a 100 km/h em apenas 9,3/9,7 segundos, chegando à máxima de 184/188 km/h (com gasolina/etanol). Mesmo com as condições diferentes dos “laboratórios das fábricas”, o vigor nas acelerações faz acreditar que ele chegue próximo disto. A título de curiosidade, a potência específica do 1.6 é quase igual à do 1.0: cerca de 80 cv/l.


O porta-malas oferece 300 litros de capacidade, que podem ser ampliados para 900 com o rebatimento do banco traseiro. É maior do que a maioria dos oponentes (o Etios oferecer 270 litros; o March, 265; Palio e Onix, 280). O acabamento do habitáculo é bom e, assim como o novo carro da Chevrolet, há uma fenda no canto direito do verso da tampa do porta-malas para auxiliar no seu fechamento.



A garantia de cinco anos sem limite de quilometragem só é ultrapassada pela dos carros da JAC (seis anos), e as revisões de 10 mil e 20 mil quilômetros serão feitas gratuitamente. Por enquanto são nove versões do HB20, três com motor 1.0 (Comfort, Comfort Plus, Comfort Style) e seis 1.6 (Comfort, Comfort Plus, Comfort Style, Comfort Style Automático, Premium e Premium Automático). A Hyundai planeja vender 150 mil unidades do HB20 em 2013.


Comfort 1.0: R$ 31 995
Comfort Plus 1.0: R$ 33 995
Comfort Style 1.0: R$ 37 995
Comfort 1.6: R$ 36 995
Comfort Plus 1.6: R$ 38 995
Comfort Style 1.6: R$ 42 995
Comfort Style 1.6 Automático: R$ 45 995
Premium 1.6: R$ 44 995
Premium 1.6 Automático: R$ 47 995


Veredicto: Valeu a pena esperar para conhecer o Hyundai HB20, um carro que agrada ao público brasileiro com visual ousado por dentro e por fora, equipamentos de conforto e segurança, motores 1.0 e 1.6 competentes e espaço interno justo. Podia melhorar em alguns aspectos (as versões mais equipadas são excessivamente caras, os freios ABS deveriam ser de série nas versões 1.0, o câmbio automático poderia ser o seis-marchas usado por outros Hyundai/Kia e o sistema de som poderia ser mais atraente), mas por todas as suas qualidades faz jus ao título de Carro do Ano 2012 Auto REALIDADE e é motivo de preocupação – para as outras montadoras.


Nota Final_ 8,9

Opinião do Editor: HB20 e Onix são os hatches compactos lançados este ano que mais possuem condições de combate entre si. Seus visuais, insossos nas versões básicas, ganham destaque nas versões LTZ (Chevrolet) e Premium (Hyundai). O Onix pode não ter opção de motor tão forte quanto o 1.6 do HB20, mas dá o troco em confiabilidade na marca e no sistema MyLink, muito mais cativante que o sistema de som de visor monocromático. Já o Hyundai possui garantia maior e opção de câmbio automático, o que pode ser decisivo na compra (a transmissão 6 Speed do Onix ficou para o ano que vem, e os testes de fábrica seguiram após o lançamento). O Nissan March fica até tímido nesta disputa, mas segue sendo um carro confiável, espaçoso e de bom custo-benefício. Quem fica sobrando é o Toyota Etios que, apesar do bom espaço interno e de ter a segurança comprovada no crash-test do Latin NCAP (recebeu quatro estrelas de proteção aos adultos, de 5 possíveis), tem um painel que não condiz com seu preço e um acabamento simples demais, além de instrumentos com leitura confusa e do visual... desprovido de beleza. 


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