sábado, 31 de dezembro de 2011

Placas refletivas serão obrigatórias nos carros em abril


A determinação do Conselho Nacional de Trânsito, de exigir a instalação de placas com adesivo reflexivo nos automóveis, passaria a valer a partir de 1º de janeiro de 2012, mas, de acordo com o divulgado no Diário Oficial da União, a medida entra em vigor dia 1º de abril. A placa refletiva já é exigida para as motos e ajuda na identificação dos caracteres presentes, além de se tornar mais visível em locais menos iluminados.

As motos deverão ter suas placas aumentadas na altura de 13,6 centímetros para 17 cm, e o comprimento, de 18,7 cm para 20 cm, facilitando sua leitura.

Remando contra o IPI elevado


Uma das montadoras afetadas pela maior alíquota do IPI para veículos importados fora do eixo Mercosul-México, a BMW, tenta negociar com o Governo Federal uma flexibilização do aumento da alíquota do IPI em veículos importados. O presidente da BMW no Brasil, Henning Dornbusch, oficializou esse pedido, válido para as montadoras que irão investir em solo brasileiro.


Já a Hyundai não poderá oferecer no Brasil modelos sem o aumento do IPI, uma vez que a liminar concedida ao Grupo CAOA no dia 15 de dezembro foi derrubada pela Procuradoria-Geral da Fazenda, que alegou que a redução do imposto é válida apenas para empresas que fabricam tais carros no país.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Os fatos que marcaram o Auto REALIDADE em 2011



O ano de 2011 marca a estabilização do Auto REALIDADE como um blog de atualizações freqüentes, com conteúdos exclusivos e aumento do número de visitantes, além do registro de 1 milhão de visitantes! Vamos marcar os destaques do ano:


Janeiro: foi o mês de renovações internas, no modo de editar as postagens: veio um novo notebook para realizar as “Opiniões dos Games”. No começo do ano foram revelados a polêmica Ferrari FF e o substituto do Zonda, o Pagani Huayra, além da apresentação do Civic Concept em Detroit, carro-conceito que definiu as linhas gerais do sedan de produção.

Fevereiro: expectativas geradas pelo Renault Fluence e o lançamento do Lamborghini Aventador marcaram o mês.


Março: se a máxima brasileira é de que “o ano só começa depois do Carnaval”, realmente só a partir deste mês foi aberta a temporada de lançamentos do ano. Vieram JAC J3, VW Jetta, Renault Fluence, Peugeot 408...


Abril: conseguimos avaliar o Renault Fluence pouco após sua chegada às concessionárias. No mês foram apresentados o novo VW Beetle e a nova geração do Nissan Tiida, modelos que interessam aos brasileiros e previstos para serem lançados próximo ano.


Maio: teve o face-lift do Sandero, algo simples mas que foi interessante para quem estava de olho no modelo, além do lançamento do Citroën C3 Picasso e do face-lift no Peugeot 207. No primeiro dia do mês tivemos acesso ao Need For Speed Shift 2 Unleashed.



Junho: o Auto REALIDADE cobre pelo segundo ano consecutivo o Tuning Show, evento anual ocorrido no Atlantic City. No mês surgiram a nova geração do Mercedes Classe M, o Fod Ka renovado e o Cobalt Concept, que daria origem ao modelo de produção. No dia 29 de junho foi criado o grupo Auto REALIDADE no Facebook, equivalente à comunidade do Orkut, porém com atividades bem mais freqüentes.

Julho: o mês que marcou a parceria do Auto REALIDADE com a revendedora independente de Teresina Getúlio Veículos. Assim, durante o mês conseguimos modelos de pauta como Camaro e BMW X1. No mês, foram revelados o Renault Frendzy e o Peugeot 508 RXH. Além disso, o editor passa a compor matérias para o blog Bizarrices Automotivas, parada obrigatória para conferir as curiosidades e esquisitices que rondam o mundo do automóvel.


Agosto: o mês de apresentação do Fiat Freemont, do Kia Picanto, do Porsche 911, Toyota Camry, Ford Evos...

Setembro: no começo do mês, avaliamos o Cruze, ainda sem divulgação pela GM, e o Camaro Convertible, com exclusividade. Outro destaque que foi visto por aqui em primeira mão foram os flagras reveladores de diversos modelos da Chevrolet, incluindo interior dos modelos. No dia 19, comemoramos 1 milhão de acessos contabilizados! Foi o mês do lançamento do Renault Duster e do Ford New Fiesta Hatch.


Outubro: o Auto REALIDADE avalia pela primeira vez um carro elétrico, o Nissan Leaf. Este mês foi o escolhido para inaugurar o novo visual do blog, com um novo banner e agora contando com a área de postagens mais ampla, o que abriu espaço para fotos bem maiores, mais cômodas de se ver. E foram lançados os Hyundai Elantra e Veloster.



Novembro: um Nissan March é comprado para tirarmos a prova real: será que este compacto é um bom produto? Estamos fazendo uso intenso dele para darmos a resposta...
Neste mês, também tivemos acesso ao Nissan Versa e ao March SR no dia de suas simultâneas apresentações. E ainda chegou o novo Fiat Palio.


Dezembro:  o mês que tipicamente é menos movimentado não teve um dia sem postagens do Auto REALIDADE. A média de acessos subiu e estamos contatando mais parceiros. A avaliação de destaque do mês foi a do recém-lançado Chevrolet Cobalt.


Repercussão na mídia

Até 2011, o Auto REALIDADE era um blog sobre carros mais privado, mas a partir deste ano passamos a ter destaque. Primeiramente com a matéria sobre os modelos em testes da Chevrolet, assunto de pauta do site Autossegredos, referência nacional em desvendar modelos a serem lançados. As fotos da Chevrolet PM7 chegaram a estampar uma matéria da revista Autoesporte, sem contar que nomes reconhecidos no Brasil, como Notícias Automotivas e Bizarrices Automotivas, realizaram parcerias. Outro fator de suma importância foi a divulgação realizada por pessoas, seja no Orkut, no Twitter ou no Facebook.

O que o Auto REALIDADE teve de novo em 2011

Página do Facebook: é só digitar “Auto REALIDADE” na caixa superior do Facebook para se deparar com a página de atualizações do Auto REALIDADE. Mas aqui no blog existe a opção de “curtir”, na barra lateral. Assim, todas as atualizações do blog terão seus links publicados no seu mural.


Grupo Auto REALIDADE: não é um grupo só sobre as postagens do blog. Nele, realmente abordamos tudo que envolve carros e até temas “off” (que nada tem a ver com automóveis), mas sem perder o bom humor e o espírito de união entre os membros, que são de várias partes do Brasil e tem perfis bem diferentes, embora a maioria seja jovem. No grupo, blogs parceiros também podem ter suas matérias e projetos postados por lá.

Abas: além de conferir as novidades – na “Home Page” do Auto REALIDADE – os leitores podem saber como contribuir para o blog na aba “Contribua!” e os interessados em patrocínios terão mais informações na seção “Anuncie!”. Além disso, na página “Sobre mim...” você fica sabendo mais sobre o perfil do editor do blog.

Contador de visitas do Blogger: utilizávamos um contador de visitas elaborado por terceiros, e que terminou por não contabilizar corretamente o número de acessos reais. Com a primeira renovação do Blogger, passamos a adotar um registrador de visitas animado, que varia em tempo real o número de pessoas que já visitou o blog.

Banner: o Auto REALIDADE entrou em 2011 com o banner do Koenigsegg Agera criado em julho de 2010, o primeiro criado com o recurso do Photoshop e igualmente o primeiro em alta resolução. Com o lançamento do Agera R, decidimos reformular o banner, adicionando na própria imagem o slogan “Tudo sobre carros. Tudo mesmo!” que acompanha o blog desde os primórdios. O atual banner do Auto REALIDADE foi ao ar em 23 de outubro, data do segundo aniversário do blog – e deverá permanecer inalterado por um bom tempo. Ou não...

Layout: o Auto REALIDADE sempre teve um perfil clean clássico, com fundo cinza-claro sobre letras pretas, uma configuração que facilita a leitura. Neste ano, decidimos melhorar as leituras das imagens, pois muitas delas precisavam ser clicadas para se ver mais detalhes – e para complicar, o período de readequação do Blogger fez com que imagens “upadas” não pudessem ser ampliadas até o uso do Novo Blogger. Assim, todas as matérias desde o dia 23 de outubro possuem as imagens devidamente postas em tamanho “X-Large”, e não apenas “Large” como a partir de 2010 ou “Medium” antes disso...

Vinheta de vídeos: o Auto REALIDADE teve primeiramente como vinheta a própria logomarca do blog, que aparecia por alguns segundos. Em meados de 2011 continuou assim, mas com um trecho de música de fundo: uma parte instrumental da música Tout Est Bleu (Jean Michel Jarre). Entretanto, esta vinheta nunca foi completamente ao ar nos vídeos do Auto REALIDADE, já que algum som se sobrepunha ao vídeo de abertura.

A partir de 12 de novembro, todos os vídeos apresentados pelo Auto REALIDADE possuem uma curta vinheta de cinco segundos, elaborada pelo próprio editor-chefe Júlio Max (é, tudo quem faz aqui sou eu mesmo...) com recursos visuais elaborados com o Sony Vegas e com um trecho final de um remix da música Buttons do grupo Pussycat Dolls. E o ronco que vem logo depois? Acredite ou não, é de um Mitsubishi 3000GT!

Em breve, escreveremos aqui sobre as novidades de 2012!

Morre o cofundador da Miura Aldo Besson


Aldo Besson se uniu a Itelmar Gobbi em meados dos anos 1970 para juntos criarem o fora-de-série brasileiro Miura, que durou até a abertura do mercado aos carros importados, no começo da década de 1980. O cofundador da marca morreu na segunda-feira, 26, em Porto Alegre.


O primeiro modelo da linha foi o Miura Sport 1600 (acima), lançado em 1977 com carroceria de fibra e motor 1600 e chassi Volkswagen.

Com os tempo o Miura ganhou itens de prestígio, incluindo até TV e sintetizador de voz. O esportivo teve cerca de 10 600 unidades produzidas até 1992.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Toyota Prius C/Aqua customizado pela TRD


A preparadora oficial da Toyota, a TRD (Toyota Racing Development), alterou o visual do Aqua, vendido como Prius C fora do mercado japonês. As alterações basicamente foram visuais, adotando para-choques redesenhados e com LEDs na porção inferior, spoilers laterais, aerofólio traseiro e para-choque de trás com difusor de ar, ponteira de escape dupla, novas molas, rodas e amortecedores e um botão de partida TRD.

O motor 1.5 litro de 73 cavalos associado ao motor elétrico. A versão custará pouco mais do que o preço do Prius C comum, cerca de 1 690 000 ienes.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lifan 320 ganha versão de entrada DX, por R$ 26 980


A montadora chinesa Lifan chamou até o apresentador Rodrigo Faro para a divulgação da nova versão do compacto 320, até então vendido em pacote único, por R$ 30 980. É a opção DX, que vem por R$ 26 980 e não será encarecido pelo novo IPI em 2012, pois é produzido em um país que integra o Mercosul, no caso o Uruguai.


Para chegar a este preço, o 320 DX perdeu rodas de liga leve (substituídas por exemplares de aço), e as faixas da carroceria foram removidas. Contudo, o Lifan continua a ter muito o que oferecer, como direção hidráulica, ar-condicionado, trio elétrico, faróis de neblina, rádio com entrada auxiliar, airbags, freios ABS, para-choques na cor do veículo, sete cores de carroceria (cinza, rosa, prata, preto, amarelo, azul, branco e vermelho) e outros itens. O motor permanece o 1.3 16V de 88 cavalos e 11,2 kgfm de torque, porém movido apenas a gasolina, e a garantia é de 3 anos ou 60 mil quilômetros.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Chrysler 300 é apresentado na edição Luxury Series


A Chrysler apresenta o 300 Luxury Series, modelo top-de-linha que pode ter tração FWD (nas duas rodas da frente) ou AWD e motores V6 Pentastar ou V8, sendo o último um 5.7 HEMI de 363 cavalos. Por fora, rodas aro 19'' ou 20'' e novas cores.


Por dentro, assentos Poltrona Frau, revestimentos em couro, transmissão de oito velocidades automática e detalhes em madeira com acabamento fosco, além do sistema Uconnect integrado à tela touchscreen de 8,4 polegadas. O modelo parte de US$ 40 145, chegando na versão V8 AWD a US$ 45 245.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mercedes Silver Arrow Concept, o carro de cinema do futuro


Os designers do Mercedes-Benz Advanced Design Studios apresentam o Silver Arrow, modelo que estrelará no filme "Lightning Silver" numa época de inteligência artificial. Apesar do ar bastante futurista, o Silver Arrow traz genes dos modelos de corrida da Mercedes dos anos 1930 e dos pioneiros SLR da década de 1950.

domingo, 25 de dezembro de 2011

História dos Automóveis: Chevrolet Corsa



Um dos nomes que dizem muito aos brasileiros é o do compacto Chevrolet Corsa. Resultado de um projeto Opel, sua primeira geração não foi oferecida no Brasil, mas nossa filial GM acertou em fabricar sua segunda geração (lançada na Europa em 1993) apenas 10 meses após seu surgimento, e por um preço acessível. O Corsa ainda deu origem a uma linha de modelos e se reinventou em 2002, com uma nova geração. Após o lançamento do Agile, vive seu período de ostracismo, mas segue como um dos modelos de melhor custo-benefício do mercado.


A primeira geração do Corsa (nome que significa “corrida” em italiano) foi lançada em outubro de 1982, para competir com os compactos, como VW Polo e Ford Fiesta. Foi produzido em carrocerias hatchback de duas ou quatro portas (a partir de 1985), e Saloon (sedan), também com opção de duas ou quatro portas. Começou com três opcões de motorização: 1.0 de 45 cavalos, 1.2 de 55 cavalos e 1.3 de 70 cv. Passou por uma re-estilização em 1987, com a alteração dos para-choques...


...e por outro face-lift em 1990, este último um pouco maior, estreitando os faróis e colocando o símbolo Opel sobre o capô, e não sobre a grade. O Corsa sempre foi cotado para ser vendido no Brasil, mas durante a década de 1980 a Chevrolet preferiu manter o Chevette Júnior como carro de entrada e renovar a linha pelas categorias superiores, com o Kadett, Omega e Suprema, e Vectra e Calibra.

Versão Saloon foi comercializada em alguns países

A primeira geração do Corsa saiu de linha em fevereiro de 1993, dando lugar à nova geração, com design elaborado pelo japonês Hideo Kodama, que também participou da remodelação de 2000.


A segunda geração foi a primeira brasileira, lançada em 1993 na Europa e em março de 1994 no Brasil, substituindo o Chevette. A primeira versão foi a Wind, de 1.0 EFI (injeção eletrônica semelhante à Kadett e Ipanema), de 50 cavalos.

O painel se tornou a nova referência entre os compactos, oferecendo conforto e praticidade, como porta-objetos e instrumentos bem visíveis 
Era bem simples, sem pintura nos para-choques, frisos ou conta-giros e com rodas de aço sem calotas, mas conseguiu enfileirar pessoas dispostas por ele, mesmo antes do lançamento. No começo, pagar ágio não era garantia de recebimento do Corsa, que poderia levar mais de três meses para chegar às mãos do dono.


Ainda em 1994, duas novas versões do Corsa surgiram. O 1.4 GL tinha 60 cavalos e alguns diferenciais: calotas, frisos, conta-giros e o mostrador digital desmembrado do rádio, que informava temperatura externa, o horário e a data ou a emissora de rádio. Mais para o fim daquele ano chegava o esportivo GSI 16V, com para-choques pintados da cor do carro, aerofólio e spoilers, além do motor 1.6 de 108 cavalos, o que o tornava concorrente direto do Gol GTI, com seu AP 2000 de 109 cavalos.



Mas a alegria dos fãs durou pouco, pois foi comercializado por pouco mais de um ano, o que o torna como o mais colecionável dos Corsa.


A primeira derivação de carroceria surgiu em 1995: a Corsa Pick-up (acima), que tinha uma proposta mais voltada ao lazer do que para o trabalho, e que inaugurou o 1.6 EFI de 79 cavalos. No mesmo ano surgiu o Corsa hatch quatro-portas, que curiosamente tinha design traseiro diferente do modelo de duas portas a menos.


E no fim do ano era lançado o Corsa Sedan, que até hoje é fabricado com algumas alterações nestes 16 anos de trajetória, sob a nomenclatura Classic. Com injeção MPFI, o mesmo 1.6 Powertech da picape rendia 92 cv. Em abril de 1996, o hatch 1.4 EFI deixava de ser produzido para adotar o mesmo 1.6, e o 1.0 ganhava a injeção multipoint, o que lhe garantiu mais 10 cavalos.

Em 1997 chegou o último integrante da família Corsa, a Wagon, que, apesar da traseira maior, levava menos bagagem que o sedan. No mesmo ano, o Sedan ganhou a opção de câmbio automático Aisin (mesma caixa do Vectra da época) de quatro velocidades e modos econômico e esportivo. Em 1998 a GM decidiu colocar o 1.0 no Sedan, tática pioneira e depois utilizada por outras montadoras. Já em 1999 podia-se optar pelo 1.0 16V, de 68 cavalos (oito a mais que o 1.0 8V). Sem falar que mais um membro da família Corsa era importado para o Brasil: o Tigra (1998-1999).


A linha Corsa 2000 chegou em meados de 1999 com alterações muito sutis. Para-choques, grade e capô mudaram. As lanternas ganharam saliências e o fundo do quadro de instrumentos mudou de cor (branco no Wind, azul no Super e GLS). E só. O face-lift não chegou a ser adotado na Europa, onde estava prestes a ser substituído pela terceira geração.

O Opel Corsa C foi lançado em 2000, com design dianteiro influenciado pelo Astra. Na traseira, lanternas posicionadas na coluna C, e mais espaço interno. A Chevrolet do Brasil demorou quase dois anos para adaptar o Corsa para o País, o que incluiu para-choques e grade dianteira redesenhados, cortes de custos (retirada das setas laterais e disponibilidade de apenas dois airbags como opcional, contra seis no modelo europeu) e adaptação dos motores 1.8 de 102 cv derivado do 1.6 Família I e do 1.0, que passou a adotar elevada de taxa de compressão e a render 71 cavalos (o “VHC” que chegou ao Celta meses depois).


A estréia do Novo Corsa (nome oficial) no Brasil se deu em abril de 2002, nas versões hatchback quatro-portas e sedan (desenvolvido para o País).

Os Corsa mais caros - depois identificados pela versão Premium - tinham teto-solar disponível


Trazia diversas inovações técnicas em relação ao modelo anterior, praticamente inalterado desde 1994, como a suspensão dianteira apoiada em subframes (absorvendo parcialmente vibrações do motor e dos contatos com o solo) e o sistema Autoclutch, de princípio semelhante ao Citymatic do Palio/Siena 1.0: também só era oferecido para os Corsa 1.0 e acionava a embreagem automaticamente, sem a necessidade do uso do pedal, mas exigindo a troca das marchas. E, se o condutor errasse o engate, dava-lhe bipes! O Autoclutch foi um fracasso de vendas.

Conceito Sabiá, exibido em Detroit em 2001, inspirou o design...
...da minivan Meriva, apresentado em agosto de 2002
Ainda em 2002 chegava mais uma derivada do Corsa, a minivan Meriva – que chegou no Brasil pouco antes de ser vendida na Europa, e teve alguns de seus traços antecipados pelo caro-conceito Sabiá (2001). Os destaques da Meriva eram o sistema Flexspace (transformando o banco de trás em um local mais cômodo) e a opção de um 1.8 16V de 122 cavalos, nunca utilizado por outros derivados da linha Corsa e abandonado em 2005.

A antiga linha Corsa, exceto o Classic, saía do catálogo – Wagon e hatch foram os primeiros a deixar a linha de produção, em 2001 e 2002, respectivamente. A Pick-Up resistiu até novembro de 2003, quando chegou a última derivada do Corsa C, a Montana. Em 2003, a linha equipada com motor 1.8 passou a ser FlexPower (abaixo) – a GM foi a segunda montadora a comercializar um motor que podia consumir etanol e gasolina em qualquer proporção, antecedida pelo VW Gol 1.6.


Em outubro chegava a picape da linha, a Montana (sua demora chegou a gerar boatos de que seria o Celta que ganharia caçamba). No exterior, houve ainda a derivação Combo, uma multivan no estilo do Fiat Doblò.

Montana tinha visual bastante imponente e a maior caçamba, com maior capacidade de carga. Chegou a ser líder de mercado nos primeiros meses, mas sucumbiu à re-estilizada Strada, apresentada em meados de 2004.
A linha Corsa teve poucas modificações no período 2003-2007, quando apenas as versões foram rearranjadas. O modelo básico passava a se chamar Joy (Conquest na Montana), evoluindo para Maxx na versão intermediária e terminando no topo-de-linha Premium (sendo que a Montana teve as versões Off-Road [até 2005] e Sport).



Em 2005, os modelos 1.0 se tornavam FlexPower e a GM apresentava Astra, Corsa (ambos em carroceria hatchback) e Meriva SS (Super Sport), modelos de produção dos sedans SS apresentados no Salão de São Paulo de 2004, mas que não tinham outros diferenciais fora a roupagem esportiva.



Em 2007, Corsa hatch, sedan e Montana ganhavam a opção do motor 1.4 Econo.Flex surgido um ano antes no Prisma. A mudança de propulsor marcou também uma leve mudança de estilo: o para-choque da linha ficava igual ao da Montana Sport; as lanternas do Sedan eram escurecidas e as do hatch passavam a ser incolores como as do SS. De novidade, só as rodas de liga leve e a grade com a barra prateada e o símbolo da Chevrolet dourado.



Enquanto isso, na Europa era vendido o Corsa D, que assumiu por definitivo a condição de compacto Premium. Algumas unidades foram utilizadas em testes e chegaram a ser flagradas três vezes pelo Auto REALIDADE, não para testar o Corsa em si, e sim alguns componentes que serão utilizados em alguns modelos, como o do Cobalt (já lançado) e da dupla de minivans PM5 e PM7.


O lançamento do Agile fez o Corsa ocupar importância menor na linha Chevrolet. Em 2009, ele deixou de ser oferecido com os motores 1.0 e 1.8, restando apenas o 1.4.


A Montana foi substituída por uma homônima baseada no Agile. Em 2011, Corsa Sedan (oferecido apenas na versão Premium, R$ 38 082) e Hatch (só na versão Maxx, R$ 32 436) tiveram sua produção interrompida, restando apenas os exemplares em estoque. Enquanto isso, na Europa, o Corsa D recebeu uma re-estilização (abaixo) e segue até 2014, quando deverá surgir a nova geração.


Curiosidades

  • O Corsa lançado em 2002 tinha como item opcional o teto solar, item que saiu do catálogo em 2005.
  • Na Inglaterra, o Corsa era vendido sob a marca Vauxhall (onde se chamou Nova na primeira geração), e em outros mercados se chamou Sail (na China, o equivalente ao Classic) e Barina na Austrália (nome hoje utilizado pelo Aveo/Sonic).
  • Falando em nomenclaturas, o Corsa não poderia ser vendido no Japão sob este nome, pois havia o Toyota Corsa (vendido como Tercel nos Estados Unidos e Corolla II ou Soluna em alguns mercados). Por lá, seu nome ficou sendo Opel Vita.
  • A linha SS chegou em uma única cor, Vermelho Lyra, mas já em 2006 os modelos ganhariam a opção da cor preta e cinza-chumbo.
  • A concessionária Canadá Veículos (Teresina-PI) exibiu há alguns anos um Corsa C com diversas partes recortadas, para os visitantes entenderem melhor o que está “por trás” da carroceria.
  • Na Argentina e no México, o Corsa tomou rumos diferentes. Na terra dos “hermanos”, o Classic sempre foi um dos modelos mais vendidos, e ele é acompanhado da versão Wagon. Já no México, virou o Chevy C2 (hatch e sedan), com frente parecida com a geração anterior do Aveo, mas teve seu fim anunciado há pouco tempo.
  • O lançamento do Corsa (1994) e sua total remodelação (2002) coincidiram com dois títulos brasileiros na Copa do Mundo. Falando em futebol, a série Champ 98 (composta por Corsa, Corsa Pick-Up e S10) tinha no comercial os dizeres "3 X 0 fora o baile" - exatamente o placar da final da Copa de 1998. A favor da França...
  • A última série do Corsa foi na verdade um kit disponibilizado nas concessionárias, o Energy, de 2009.
  • Tanto o Corsa B quanto o C possuem um recurso de estilo em comum: o para-choque dianteiro avança pela borda do para-lama.
  • Em 1995 e 1998, a Chevrolet apresentou dois carros-conceitos que não inspiraram modelos de série, mas já antecipavam a onda dos "aventureiros urbanos" que explodiria nos anos 2000: o Tonga (acima) e o Tonga SUV ou Tonga 2 (abaixo). No primeiro, havia um teto solar que podia ser aberto até o porta-malas, além da suspensão mais alta e da pintura bicolor. Já a Tonga 2 parecia uma antevisão da Palio Weekend Adventure e seu ano de apresentação coincidiu com o do VW EDP II, uma Parati "off-road" que antecipava traços da "Geração III".
  • Em 2000, 1,3 milhão de proprietários de Corsa e Tigra foram convocados para um recall dos cintos de segurança dianteiros, pois o encaixe do cinto ficava propenso a desgastes conforme o uso, sendo que foram registrados 25 acidentes e duas mortes que podem estar associadas a este defeito. Foi o maior recall já realizado no Brasil.
  • Em 2008 foi celebrada a marca de 10 milhões de Corsa produzidos por todo o mundo.

Ficha técnica

Corsa 1984      |    Corsa Wind 1.0 1994   |   Corsa Maxx 1.4 2011  |   Corsa D 1.7 CTDI ecoFLEX

Motor 

OHV, oito válvulas, 993 cm³ | EFI, oito válvulas, | MPFI, oito válvulas, flex-fuel, | diesel, 1686 cm³

Potência

45 cv | 50 cv | 99/105 cv | 130 cv

Câmbio

quatro marchas, manual | cinco marchas, manual | cinco marchas, manual | seis marchas, manual

Tração

Dianeira | Dianteira | Dianteira | Dianteira

Rodas

aro 13, aço | aro 13, aço | aro 14, aço | aro 17, liga leve

Peso

740 kg | 870 kg | 1029 kg | -

Porta-malas

- | 260 litros | 260 litros | 285 litros

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