quinta-feira, 30 de junho de 2011

Forza Motorsport 4 está chegando!


Quem gosta de jogos de carro realistas pode aguardar pelo Forza Motorsport 4, que a partir de 11 de outubro já estará disponível no exterior, e logo depois, chegar ao Brasil.

A empresa Turn 10 Studios oferecerá também uma edição do jogo para colecionadores, que custará US$ 79,99 nos EUA, para XBOX. O pacote inclui um livro de 96 páginas, em parceria com o Top Gear.

Entre os carros confirmados para o game estão:

Bugatti Veyron Super Sport
Ferrari Challenge 458
Lamborghini Gallardo LP570-4 Superleggera
Noble M600
Ruf Rt 12 R
Ford Mustang GT 1965
Koenigsegg Agera
Lexus SC300 1997
Ruf RGT-8
Tesla Roadster

E mais: o BMW M5 2012 é o modelo da capa do game!

Nissan Qashqai alcança 1 milhão de unidades


O crossover Nissan Qashqai (pronuncia-se cash-cai) alcança a marca de 1 000 000 de unidades produzidas, pouco mais de quatro anos após seu lançamento. 

Fabricado na planta de Sunderland (Inglaterra), a Nissan está só alegria com a marca alcançada pelo Qahqai. O milionésimo modelo tem motorização 2.0 a diesel e estará em exposição na O2 Arena (campo de futebol), além de ser sorteado no evento. Curiosamente, 80% da produção do modelo é destinada a exportação.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Audi lança R8 V8 Limited Edition


A Audi está comemorando sua 10ª vitória nas tradicionais 24 Horas de Le Mans, e lança o R8 Limited Edition, que terá 100 unidades com pintura prateada exclusiva, semelhante à do R8 GT, e mais itens: rodas aro 19", pinças de freio vermelhas, retrovisores, saias laterais, revestimento do motor e acabamento interno em fibra de carbono, além de opção de câmbio manual ou automático R-tronic. 

Os bancos são de couro com detalhes em vermelho, e o R8 vem com sistema de navegação GPS, microfones nos cintos de segurança e novo sistema de som. O motor é 4.2 V8 de 430 cavalos. O tempo de 0 a 100 km/h é de 4,6 segundos, com máxima de 301 km/h. O preço sugerido ao R8 Limited Edition é de 93 935 libras.

Toyota Hilux renovada será lançada na Austrália


A Toyota Hilux 2012 está cada vez mais perto de ser lançada. Nesta semana uma imagem da Fortuner 2012, a SW4, já foi revelada. Os modelos serão apresentados ao público no Salão de Melbourne (Austrália), entre os dias 01 e 10 de julho. Vale lembrar que esta geração foi lançada em 2005, passou por uma atualização em 2008 a nova geração está prevista para 2014. E o nome "Vigo" na placa é o sobrenome da Hilux no mercado australiano.

A renovação abrange mais a dianteira, com faróis mais quadrados, grade mais robusta e novo para-choque. Na lateral, nada de novo, a não ser as rodas. E de traseira, a picape deve vir com novos para-choques e lanternas com o mesmo formato, porém com distribuição de luzes diferente.

Por dentro, novos revestimentos e grafismos do quadro de instrumentos. Vale lembrar que, junto com a linha 2012, chega o motor 2.7 Flex de 158 cavalos com etanol.


GM/Holden pode deixar de operar na Austrália


A General Motors, que possui a subsidiária Holden na Austrália, está em risco de interromper a produção de automóveis no país, por falta de incentivos financeiros do governo local. Isso ocorre porque a Holden possui baixo volume de vendas, até porque a Austrália não é tão populosa, e seus carros (acima, o Calais, versão luxuosa do Commodore) não possuem grandes mercados no exterior.

Pode-se citar como exemplo o Chevrolet Omega, variação do Holden Commodore, modelo o qual a exportação para o Brasil não chega a contribuir significativamente com as finanças da empresa, uma vez que o volume de vendas é reduzido. Assim, a GM gostaria de incentivos fiscais da Austrália.


Outra novela é o Holden Cruze, que foi lançado somente com o auxílio de um fundo do governo local destinado a carros “verdes”, programa que irônicamente está sendo interrompido. Se a produção do Cruze na Austrália não compensar à Holden, a fábrica poderá deixar de operar.

O lado obscuro da Volkswagen



Propaganda veiculada pelo Greenpeace, alertando sobre a Volkswagen querer se contrapor à legislação europeia, que define menores valores de emissão de CO2 aos veículos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Maserati GranTurismo MC Stradale, agora no Brasil


O Maserati GranTurismo MC Stradale está disponível na concessionária Via Itália (São Paulo) ao preço de R$ 920 000. Muito do MC Stradale é baseado no modelo de competição Trofeo. O motor é um 4.7 V8 de 450 cavalos e 52 kgfm de torque. As rodas são aro 20", e o MC é 110 quilos mais leve que o modelo que o originou, o Gran Turismo S. Assim, faz de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos, alcançando 301 km/h.


O MC Stradale possui transmissão de seis marchas com modos Auto, Sport e Race. O banco traseiro chegou a ser retirado para aliviar mais peso.


Engavetamento de Luxo!



O Porsche Cayman branco não conseguiu frear a tempo e bateu na Ferrari 360 Modena, que bateu na Ferrari California... O acidente ocorreu no circuito de Sepang (Malásia).

Adeus, Bugatti Veyron 16.4


O automóvel de série mais rápido do mundo está se despedindo. Todos os 300 exemplares do Bugatti Veyron foram vendidas. Mas, calma! O megaesportivo continua disponível na versão Grand Sport, o "semi-conversível" do Salão de São Paulo de 2010.

Antes de ser lançado, o Veyron já era um carro mítico: seu projeto incluia um motor 8.0 W16 (antes, era planejado um W18) de 1001 cv de potência. Desde 2004 o modelo está em linha, mas ao longo de todo esse tempo apenas as 300 unidades planejadas foram vendidas - até por conta do seu preço de £ 1 000 000.

O comprador do derradeiro Veyron 16.4 mora na Europa e receberá o carrão em Outubro.

Toyota Fortuner 2012, a SW4, é mostrada pela primeira vez


Conhecida como Toyota Fortuner na Tailândia e na Argentina, a SW4 2012 teve sua primeira imagem divulgada. A frente da nova SW4 é semelhante à da futura Hilux 2012, com novos faróis, de posicionamento de luzes diferente, além do novo para-choque e da grade frontal.

As mudanças na traseira são o para-choque e as novas lanternas, que mudaram de formato e tem parte do seu interior transparente, como o finado Mitsubishi Airtrek.

O interior não foi revelado, mas a SW4 2012 deverá ter painel renovado com novos materiais, novos grafismos no painel de instrumentos e novos assentos e tecidos.

Junto com a Hilux e a SW4 2012 estreia o novo motor 2.7 Flex, que deverá render 158 cavalos com etanol.

sábado, 25 de junho de 2011

Audi A1 chega às 100 000 unidades!


A fábrica da Bélgica da Audi atinge a marca de 100 000 unidades produzidas do A1, compacto de imagem que desde 2010 é vendido no exterior. A montadora investiu mais de £ 300 000 000 na reforma da planta, o que permitiu maior produção do A1. O número é impressionante, visto que o modelo, apesar de ser de entrada, não é acessível: custa R$ 89 900 no Brasil.

Os 2 400 funcionários da fábrica da Audi puderam colocar suas assinaturas no modelo de número 100 000.  O ministro do governo de Bruxelas e responsável pelas pastas de Economia, Emprego, Ciência e Comércio Exterior, Benoît Cerexhe, também inaugurou oficialmente a visita guiada às instalações de produção do A1.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tudo sobre o Renault Sandero Automatic


Você acabou de acompanhar a avaliação do Renault Sandero Stepway, de câmbio manual de cinco velocidades. A Renault está começando a comercializar o hatch com câmbio automático de quatro marchas em uma nova versão, a Privilège, que chega por R$ 43 490 (R$ 3090 mais caro que o modelo manual), com motor 1.6 16V de 112 cavalos com etanol.

O câmbio é o mesmo do Renault Scénic e oferece opção de trocas sequenciais das quatro marchas e é auto-adaptável. 


O câmbio possui central eletrônica com nove programas diferentes de condução, que avaliam a melhor marcha a ser utilizada de acordo com o estilo do motorista. A caixa de câmbio foi prevista para durar 300 000 quilômetros, sem qualquer tipo de manutenção.

Pompéo, um brasileiro 100% elétrico

Renault Sandero: surpreende!


O Auto REALIDADE avaliou o Renault Sandero há alguns meses, mas, com o lançamento da linha 2012 (que ficou mais barata e mudou por fora e por dentro) e a curiosidade dos nossos leitores (atiçados pelo Uau! da atriz do comercial), decidimos andar no novo modelo. Desta vez optamos pelo Stepway 1.6, que, afinal, foi o integrante da família que apresentou as mudanças mais significativas.

O Sandero sempre foi um carro surpreendente – ao menos nos comerciais. Derivado do Logan, a própria Renault divulgou suas primeiras imagens em 2007, com lançamento em dezembro daquele ano. O hatch era surpreendentemente bonito em relação ao Logan, pelo menos ao vivo – ou naquela cor Azul do lançamento. Em 2008, a campanha publicitária dizia: o Renault que você não esperava (lembra?). Este ano o lema segue parecido: surpreenda-se.


Aproveitando a linha de design inaugurada no Brasil pelo Fluence (caracterizada pelo logotipo Renault sem a “companhia” de grades), o Sandero exibe nova frente, com novos faróis (o formato é o mesmo, mas o desenho interno é muito parecido com o do Symbol), novo para-choque (com um “bocão” parcialmente aberto, totalmente pintado de preto) e novas aberturas laterais para acomodar os faróis de neblina. O capô não mudou, continua com os dois vincos que se integravam à antiga grade, que não existe mais.


Na lateral, destaque para as novas rodas ou calotas. A traseira recebeu lanternas que não mudaram de formato para não alterar a carroceria, mas ganharam volume e ficaram quadradas. Na versão Stepway, as lanternas são parcialmente negras, como no Golf. Outra mudança está na logotipagem, com novas tipologias para os nomes. A palavra “Sandero” situa-se agora abaixo do logotipo Renault, como no Grand Tour e no Fluence.


Por dentro, as novidades estão na parte central do painel, que ostenta mais requinte, com espaço para rádio Double-DIN (aqueles maiores, que têm frente duas vezes maior que um estojo de CD Player comum), moldura em “Black-piano” (encontrado também no Ford Fusion), novos botões de ar-condicionado, grafismos novos no quadro de instrumentos (agora, com iluminação laranja), painéis de porta com tecido e novo volante (nas versões com airbag), igual ao do Duster.


O espaço interno é igual ao modelo anterior – e ótimo. Pelo visto, só eu enxergo um problema crônico no Sandero: a porta traseira é pesada (por conta do recorte alto, com um canto perigoso) e para fechar, o braço é muito curto e dá impressão de fragilidade, o que faz a pessoa fechar a porta segurando por ela mesma.


Não há novidades na mecânica: permanecem em linha os motores 1.0 HiFlex de 77 cavalos, 1.6 Hi-Torque de 95 cavalos e 1.6 16V HiFlex de 112 cavalos (avaliado), com 15,5 kgfm de torque. Assim como no Logan, o peso elevado (1177 quilos) pede um propulsor 1.6, o que deixa o Sandero esperto em todas as situações.


Se a intenção da Renault é atacar os chineses JAC, Chery e outros que chegam com mais força, oferecendo um carro competitivo, ela acertou em cheio. O Sandero 2012 é mais bonito, possui ótimo espaço interno, interior bem-feito, custo de manutenção aceitável e, além de tudo, ficou mais barato. O Stepway avaliado caiu de R$ 45 690 para R$ 42 600, diferença suficiente para pagar o seguro por um ano. O Authentique 1.0 ficou R$ 990 mais barato – agora parte de R$ 28 700 – diferença considerável, num segmento em que R$ 1,00 conta muito.

Lateral sem modificações
Avaliação Final

Sandero VS. “Meu Carro”


O Sandero é um produto interessante para jovens, com um design que atrai, com a mesma força, rapazes e garotas. A mudança da linha 2012 não foi profunda (o para-choque traseiro é o mesmo), mas foi oportuna – o Sandero conservava o visual por três anos, e já dava sinais de descompasso com os atuais Renault. E a montadora, além de fazer o face-lift no exterior, mudou o interior e ainda abaixou os preços. Agile, Fiesta, Fox e J3 que se cuidem, pois o Sandero 2012 vem para conquistar.


Sandero VS. “Carro do Papai”




Foi a primeira vez, em toda a história do Auto REALIDADE, que uma avaliação negativa foi dada a um carro. A abertura/fechamento da porta traseira faz o papai se recusar a comentar sobre o Sandero até o problema ser resolvido (e olha que não existe previsão de próxima geração para o hatch, que nem mudou na Europa...)







Nota Final

8,8 

Chevrolet Montana: a bruta de bom coração



A reação de quem vê a Nova Chevrolet Montana é variada: há os que amem o jeito bruto de ser da pick-up, que nasceu em 2003 desajeitada, com frente de carro pequeno (o Corsa), mas caçamba bem ampla. Agora, com a enorme frente o Agile, o modelo despertou mais simpatia  – e também mais ódio, pelo jeito “monstrana” de ser, caracterizado pelo tamanho descomunal da grade e de faróis e lanternas, que fazem parecer as rodas aro 15” bem menores.


Mas, apesar do porte de malvada, a Montana 2011 tem boas intenções. Ela é um dos destaques quando se fala em custo-benefício, pois desde a versão LS vem carregada de itens de série, como o quadro de instrumentos excêntrico com conta-giros e iluminação Ice Blue, para-choques, maçanetas e carcaças dos retrovisores na cor da carroceria, protetor de caçamba, entre outros itens. A Sport vem completa, sem opcionais: possui rodas de liga leve, ar-condicionado de visor digital (e funcionamento analógico...), direção hidráulica, vidros e travas elétricos, além de airbag duplo e freios ABS.


A frente tenta copiar, sem sucesso, o estilo norte-americano da GM. A Montana mantém os step-sides e as saliências na lateral da caçamba inspirados nas picapes dos anos 1950, e possui um ressalto no teto que não tem função, a não ser abrigar o brake-light. A caçamba possui um rebaixo na parte final, que auxilia na visibilidade traseira (a Montana anterior era horrível de balizar, sem contar que só de olhar para trás com o carro parado já dava claustrofobia).


O motor, para as versões LS e Sport, é o 1.4 Econo.Flex utilizado no Agile, Corsa, Meriva e Prisma, que rende 102 cavalos com etanol. Frente a Saveiro (1.6 de 104 cv) e Strada (1.8 de 132 cavalos), até que a pick-up Chevrolet se sai bem, e consome bem menos que o beberrão 1.8 FlexPower, este presente apenas na minivan Meriva Premium.

A plataforma da Nova Montana é a mesma do Agile, o que não indica modernidade. Afinal, ela tem origem no Classic (foi adaptada aos dois novos carros), que por sua vez é a versão sedan re-estilizada do Corsa “B”, vendido no Brasil a partir de 1994. Não é à toa que o nível de ruído é um pouco maior que o da velha Montana, que tinha a mesma plataforma do atual Corsa, lançado em 2002.

A caçamba é a que permite maior capacidade de carga entre as picapes pequenas (758 quilos).

Tentativa da Chevrolet de fazer frente à Strada e Saveiro (respectivamente, líder e vice-líder do segmento de picapes derivadas de carros pequenos), a Nova Montana ainda não alcançou seu objetivo, o que é atribuído pela falta de opções de carroceria. A pick-up da GM possui apenas a cabine simples, enquanto Saveiro e Strada podem ser adquiridas com cabine estendida, e a Fiat faz a festa com a versão cabine dupla. Afinal, tirando esse fato, a Nova Montana tem atributos para encarar as picapes VW e Fiat: bom preço, interior atraente, motor valente e o mais importante: a maior caçamba, que permite também a maior capacidade de carga.

Avaliação Final

Montana VS. “Meu Carro”

A Montana tem um estilo visto meio que como 8 ou 80. Pessoalmente ela não é muito bonita, mas chama atenção por ser novidade, especialmente naquela cor Verde Jásper, mais berrante que o Amarelo Carman do Agile. Não é o tipo de carro que gostaria de ter (entenda-se qualquer picape), mas é uma boa opção para quem precisa de uma caçamba ampla, pois carrega motos de cilindrada média, além de ter boa capacidade de carga.



Montana VS. “Carro do Papai”

Até que ele aprovou a picapinha, com design “interessante”, aos seus olhos. De fato, a Montana Sport é bem mais arrojada que a Saveiro (com seu jeito “alemão” de ser), mas perde para as exibicionistas Hoggar Escapade e especialmente para a Strada Adventure. Para quem não gosta de pick-up cheia de plásticos pretos... é uma opção a ser analisada. Para quem tem verve esportiva, é bom dar uma olhada também na Strada Sporting, que oferece preço razoável.


Nota Final

8,3

Renault Logan, o sedan para quem valoriza a racionalidade



O Renault Logan é um produto de grande importância, seja no Brasil ou em sua terra natal, a Romenia. Pela linha de tempo, voltemos ao ano 2000. O presidente da Renault à época, Louis Schweitzer, planejava um automóvel barato, conhecido como projeto X90, que aproveitasse peças de outros modelos da marca, e que tivesse grandes dimensões. E com uma restrição: o custo de £ 5 000. Antes de nascer, o Logan virou piada, pois não condizia com a proposta de modernização da Renault. Mas o projeto seguiu em frente, e seu lançamento no mercado europeu se deu no fim de 2004, sob a marca Dacia, com produção na Romênia.

O Logan não só vingou como virou o pai – quer dizer, a base – de outros modelos da Dacia/Renault: MPV (van semelhante ao Fiat Doblò), Furgão MPV, Pick-Up e Furgão Pick-Up, além dos novos Sandero (hatchback) e Duster (Sport-utility-vehicle).

No Brasil, o lançamento foi em julho de 2007 (a versão 1.6 8V ficou para o final daquele ano), e desde então o modelo tem sido um dos Renault mais importantes no mercado brasileiro, ao lado de Sandero e Clio. O que ele tem de bom ele já mostra do lado de fora. Não se trata do estilo, mesmo tendo sido retocado em maio de 2010, mas sim do avantajado tamanho, com entre-eixos de dar inveja ao Chevrolet Astra.


O Auto REALIDADE compartilha da idéia geral de que o Logan não desperta muito interesse pelas suas formas. É exagero dizer que o design veio diretamente dos anos 1980 – ele é quadrado assim justamente para economizar, como se vê nos vidros planos. E, após o face-lift de 2010, ficou um carro, digamos, olhável – agora, desde o modelo Authentique, que não possui calotas de série, o Logan possui faróis e lanternas de lentes lisas, retrovisores diferentes entre si (no modelo anterior eram iguais, sendo o esquerdo o direito montado ao contrário...) e cromados na grade e na tampa do porta-malas.


O interior mudou um pouco: o acionamento de vidros elétricos é feito na porta equivalente, e não, e não mais no console, uma herança do Clio. Isso, claro, se o Logan vier com vidros elétricos, já que o padrão é a famosa manivela. Além disso, o acabamento em geral melhorou. E o espaço interno é excelente para um carro da faixa de preço, sem falar no excelente porta-malas de 510 litros, maior que o do Fiat Linea. Falando em porta-malas, aí vão duas críticas: o banco traseiro não é rebatível, e as hastes da tampa podem amassar a bagagem.

Essa foto saiu muito ruim. Mais abaixo, outra foto do painel de divulgação

Para o Logan, são destinados dois propulsores: 1.0 HiFlex de 77 cavalos e 10,2 mkgf de torque, e o 1.6 Hi-Torque que gera 95 cavalos e 14,1 mkgf de torque. Quando o assunto é sedan 1.0, é aceitável a classificação do desempenho entre “menos sofrível” e “mais sofrível”... e o Logan fica no segundo grupo, junto com Siena e Fiesta Sedan. O modelo 1.6 é melhor, mas apanha dos concorrentes (tempo de 0 a 100 km/h de 13,8 segundos, contra 10,8 segundos do Siena), além de apresentar marcas ruins de frenagem, mesmo com freios ABS. O consumo é aceitável, fazendo médias de 8 km/l com etanol.

Somados prós e contras... o Logan é um carrão (no sentido literal) pelo que custa: R$ 28 990 na versão 1.0 Authentique, R$ 30 490 para a versão 1.0 Expression, R$ 35 590 na versão 1.0 UP completa e R$ 33 090 pedidos para a versão 1.6 Expression. A questão é: o dono não pode se encantar com os opcionais, eles custam bem caro. O valor do pacote que inclui ABS e airbag duplo é de incríveis R$ 7 100, quase cinco vezes o valor do seguro! Completo, o Logan custa impagáveis R$ 42 650, suficientes para um Symbol equipado, um JAC J3 Turin (também completo), ou um Sandero Stepway.

Avaliação Final

Logan VS. “Meu Carro”

Às vezes imagino se tivesse outro carro. Se eu tivesse um Logan, as garotas da minha turma pensariam que eu era taxista (se fosse Logan branco), “tio” economista (se fosse o 1.0 Authentique...) ou, no máximo, um “tio” bem sucedido, se a versão fosse a Expression. Mas em poucos carros dessa faixa de preço quatro delas se acomodariam tão bem (caso elas entrassem, claro...). Sem falar no enorme espaço para suas bagagens. O Renault Logan é carro para quem não se importa com o que vão pensar de você, e sim para quem põe o custo-benefício e a racionalidade em primeiro lugar. Não chega a ser um carro despojado, nem inseguro (o Corsa Sedan ou o Prisma não estão disponíveis com airbags ou freios ABS), e é bem honesto pelo que custa.



Logan VS. “Carro do Papai”

O papai quer desfrutar do carro e não está nem aí para isso, certo? O Logan, para ele, é um carro coerente, que poderia vender ainda mais se fosse bonito. Melhor esperar por 2013, data esperada para a nova geração do Logan. Para taxistas, frotistas e pessoas que querem um carro espaçoso e que dê poucas despesas (a cesta de peças, por exemplo, custa R$ 2795), tem no Logan a solução.


Nota Final

8,3

Nissan Grand Livina, a opção racional para sete pessoas



Quem precisava de um carro de sete lugares há exatos 10 anos (2001) era surpreendido com o lançamento do Chevrolet Zafira. A derivada do Astra permanece com poucas alterações desde então, mas ganhou a companhia de uma forte concorrente em 2009: o Nissan Grand Livina, modelo derivado do Livina (por sua vez, baseado no Renault Logan), lançado no exterior em 2008. O Auto REALIDADE conferiu os potenciais do modelo.


Por fora, o Grand Livina empata com a Zafira quando o assunto é estilo: mais para o conservadorismo do que para a ousadia. As alterações em comparação ao Livina são poucas: grade superior cromada em todas as versões, rack de teto decorativo e a maior área de vidros laterais e carroceria, logo atrás das portas traseiras.


É por dentro que o Grand Livina vira o jogo a seu favor. Se o painel não oferece grandes luxos, é honesto, eficiente e descomplicado – e sem o ar da Zafira, que carrega um antiquado computador de bordo, localizado no painel assimétrico de linhas que entregam a origem, do fim dos anos 1990.


O Grand Livina possui opcionais como ar-condicionado digital e câmbio automático de quatro velocidades. De série, traz um bom pacote de equipamentos, que inclui ar-condicionado convencional, direção hidráulica, vidros elétricos, travas elétricas, airbags frontais e freios ABS.


Se o assunto é levar pessoas confortavelmente na terceira fileira de bancos, vá de Grand Livina. A Zafira foi pioneira, com seu sistema Flex7, de escamoteamento de bancos, mas os assentos traseiros da minivan GM são apropriados para crianças. O Nissan possui porta-objetos nas laterais e bancos bem razoáveis, com apoios de cabeça que protegem os mais altos. Tenho por volta de 1,80 metro, mas, acredite, acomodei-me bem por lá.


Para rebater os bancos, nada mais fácil: é só puxar uma tira presa aos bancos traseiros (veja foto abaixo), formando um assoalho plano no porta-malas, sem degraus. E o acesso aos bancos traseiros pela porta de trás também é simples: é só puxar o banco central e empurrá-lo para a frente.


Dirigindo, se nota que o carro é bastante suave, mas responde quando necessário. É mérito do motor 1.8 16V Flex Fuel de 125/126 cavalos com etanol, compartilhado na linha com o Tiida. A Zafira oferece mais potência, com seu motor 2.0 FlexPower de 140 cavalos, mas possui nível de ruído e consumo consideravelmente maiores.


O Grand Livina começa em R$ 54 790 na versão 1.8 S, podendo ser encontrado por R$ 54 000. O modelo SL testado (completo) beira os R$ 70 000, fora o bagageiro de teto, acessório encontrado apenas nas autorizadas da Nissan. Pelo preço do Grand Livina completo, vale a pena conferir o Kia Carens, que é moderna, tem design arrojado, motor 2.0 de 149 cavalos e preço de R$ 69 400.


Avaliação Final

Grand Livina VS. “Meu Carro”

Carros de sete lugares são entendidos como atestado de caretice. Mas o Grand Livina deixa a timidez do lado de fora: é uma das alternativas mais interessantes aos adeptos dos sete bancos, pois possui design atual (e sem previsão de mudanças), motor esperto, câmbio suave, espaço amplo, ótimo pacote de equipamentos e preço justo, com manutenção típica dos carros originários do Japão, bastante confiável. O seguro é baixo, em torno de 4% do valor do carro, assim como a desvalorização (16,6% em um ano). O nível de reparabilidade (19), pelo menos, é melhor do que o do Honda Fit.


Grand Livina VS “Carro do Papai”

O Grand Livina oferece câmbio automático, que o papai faz questão de utilizar. Curiosamente, um dos pontos positivos apontados por ele foi o acabamento. A explicação dada pelo papai é que é bem resistente e adequado ao uso por famílias, apesar não ter muito de especial. Outro destaque é o motor 1.8, que é mais do que adequado para a minivan da Nissan, proporcionando bom desempenho, sem deixar o consumo alto. Ele só não conseguiu sentar-se no assento traseiro, por estar acima do peso...


Nota Final

8,7

Dê um like!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...