sábado, 31 de julho de 2010

Você pagou tudo isso: Fiat Idea Adventure


O Fiat Idea Adventure já tem o preço inicial mais caro que a versão Sporting Dualogic. Mas, com todos os opcionais de fábrica, chega a custar incríveis R$ 71 355, mais cara que um Hyundai Tucson 0km! E isso sem contar acessórios que só podem ser instalados na concessionária e que não têm os preços divulgados no site da Fiat.

Mas o modelo vem muito bem equipado, com side-bags, vidros elétricos anti-esmagamento, teto Skydome (para ser instalado é necessária a retirada do rack de teto), sistema Locker... o problema é que o design é poluido pelo uso excessivo de plástico e, por este preço, dá para comprar inúmeros carros que poderão satisfazer melhor suas necessidades, por um preço inferior.

Fiat Stilo 0 km na garagem? Pense e repense


Você acompanhou nestas semanas a renovação de motores da linha Fiat, que apresentam os novos motores 1.6 e 1.8, ambos E.torQ, para suceder o velho 1.4 e o ainda mais velho 1.8 de origem Chevrolet (e que, por sinal, também sendo abandonado pelos modelos desta marca).

O problema é que a atualização de propulsores deixou de fora o Stilo, hatch médio apresentado no Brasil em 2002 e que vem recebendo poucas mudanças desde então. O carro foi substituido pelo Bravo em 2006, um modelo mais refinado e que tem previsão de chegada ao Brasil em 2011.

O Stilo já teve opção de 1.8 8V e 16V, mas hoje usa apenas o primeiro, fornecido pela GM. Comparado com o novo 1.8 E.torQ (na verdade, 1.75...), o motor antigo leva uma surra: a potência máxima é de 114 cavalos com etanol, menos que o 1.6 E.torQ (117 cv), e distantes dos 132 cavalos fornecidos pelo novo 1.8. Além disso, o funcionamento novo motor é mais suave, com torque desde as baixas rotações, e com consumo de combustível convincente.



A Fiat não trocará os motores do Stilo porque foi apresentada a linha 2011 há pouco tempo, sem novidades. Os consumidores, sem dúvida, seriam desrespeitados com a apresentação do carro com um motor diferente. Além disso, não compensa fazer alterações num modelo que se prepara para vestir o paletó de madeira automotivo. Por fim, o motor 1.8 GM continua sendo produzido (para ser usado apenas pelo Stilo), e há estoque suficiente para o tempo de produção do modelo.

Fontes da Fiat também afirmam que o Linea continuará usando os motores 1.9 (feitos exclusivamente para ele), nas versões LX, HLX e Absolute.

Todos os detalhes do Novo Fiat Idea



A Fiat realizou o lançamento do novo Idea 2011 em Guarujá, e, como já foi relatado pelo Auto REALIDADE, o modelo ganhou não só os novos motores 1.6 e 1.8 E.torQ como recebeu uma re-estilização moderada.



O problema é que a minivan agora tem visual de gosto duvidoso, exceto na versão inicial. As versões mais completas, Adventure e Sporting, ficaram bastante estranhas.



As versões Attractive e Essence, que tomam o lugar da ELX e HLX, ficaram com a frente elegante.



Mas a traseira do Idea 2011, inspirada no Lancia Musa (os modelos são quase iguais, exceto no visual) não ficou tão bem resolvida quanto a do equivalente italiano.



O Fiat Idea agora tem a versão Sporting, que combinou detalhes esportivos como saias laterais e spoiler com elementos que indicam luxo, como detalhes cromados.



Ficou incoerente.



Mas o título de versão mais bizarra vai para a Adventure, que ficou com o visual bastante poluido, com plásticos por todo canto.





Mas não há como negar que o Idea ganhou mais modernidade: as lanternas são iluminadas por LEDs, o que é inédito em modelos nacionais.



O interior do Idea 2011 foi renovado, com uso de novo volante, que deu um ar distinto em relação ao painel anterior, que era quase igual ao do Fiat Palio (na Europa, o Idea tem instrumentos na posição central, como o Xsara Picasso).



O Idea tem piso traseiro plano, apoios para cabeça para os três ocupantes do banco traseiro e espelhinho extra, fazendo dele uma ótima opção em seu segmento para casais com filhos.

O motor Fire 1.4 continua a equipar a versão básica, enquanto o propulsor 1.8 E.torQ é destinado äs linhas Adventure e Sporting. O câmbio Dualogic, automatizado, está disponível para estas versões.



Os preços estão razoáveis: como a SpaceFox e o Fit ficaram mais caros com suass renovações, a Fiat aproveita para vender a versão Attractive 1.4 (com motor Fire) por R$ 43 590.



A versão Essence 1.6 sai por R$ 45 610, preço que aumenta para R$ 47 720 com o cãmbio Dualogic.

A versão Sporting 1.8 custa R$ 54 280 e R$ 56 390 com câmbio automatizado. Já a versão Adventure inicia em R$ 56 900, atingindo R$ 59 010 apenas com o câmbio Dualogic. E quanto custa o Idea ''completão'''? Saiba em breve na seção ''Você pagou tudo isto?''

Concept-cars viram realidade


Os carros-conceito de hoje parecem bem mais futuristas que os modelos construídos apenas para exposição feitos há 10 ou 20 anos, mas hoje muitos modelos que atingem êxito em salões de automóvel podem ser fabricados, muitas vezes com mínimas alterações.

Para comprovar isto, Toyota FT-86 e Porsche 918 Spyder, carros mostrados recentemente e que foram bem recebidos nos motorshows que foram exibidos vão ser produzidos em série, de acordo com as próprias respectivas fabricantes.



O FT-86 será lançado em novembro de 2011, informação dada pela Toyota que surpreendeu, afinal rumores indicavam que o carro seria produzido só em 2013... A combinação de motor 2.0 litros boxer (de cilindros contrapostos) e tração traseira deve animar os fãs dos saudosos Supra, Celica e Corolla/Trueno AE-86.

Vale lembrar que o motor é feito pela Subaru, e que esta montadora também venderá uma variação do FT-86 com o visual da marca.



Já o Porsche 918 (primeiro plano da foto) já tem fila de espera, de mais de 2000 encomendas! O modelo foi lançado no Salão de Genebra (Suíça), e o presidente da Porsche, Martin Macht, informou que poderiam iniciar a produção caso fosse interessante do ponto de vista financeiro.

Apesar do número alto de pedidos, os pretendentes a ter um 918 Spyder devem aguardar um pouco mais.

Era uma vez uma 458 Italia... e não sobrou NADA!



O Auto REALIDADE tentou acompanhar quantas Ferrari 458 Italia tinham sido detonadas até agora. Até o momento foram cinco, segundo o site Wrecked Exotics, mas, pelas fotos você vê que este foi, de longe, o acidente mais grave.

Na França, o proprietário trafegava por uma região montanhosa quando o motor pegou fogo! Mas a demora foi tão grande no combate ao fogo que só sobraram as rodas e alguns ferros retorcidos!



Link: Ferrari 458 pega fogo, combatido rapidamente

Link: Primeiro acidente com uma Ferrari 458

sexta-feira, 30 de julho de 2010

História dos Automóveis: Renault Scénic



A importância da Scénic para o segmento dos monovolumes é muito maior do que se pode supor. Na Europa, o modelo marcou um divisor de águas entre as antiquadas vans, quadradonas e restritas, se aproximando mais de um carro de passeio, no caso o então recente Mégane, quando foi lançada, em setembro de 1996.



O nome já foi utilizado num concept-car, apresentado em 1991 e que, de semelhante, só havia o nome e o conceito de “ser minivan”.





Caso a Scénic não tivesse sido lançado no País, as suas atuais concorrentes talvez demorariam mais a chegar, ou nem mesmo aportariam no Brasil. Isto porque foi o modelo pioneiro no segmento de minivans médias, chegando como modelo nacional em novembro de 1998, com fábrica em São José dos Pinhais (Paraná). E alcançou sucesso inesperado, além de abrir caminho para Citroën Xsara Picasso, de 1998, e Opel Zafira, lançado em 1999.


O nome oficial era Renault Mégane Scénic

O custo de manutenção era elevado, mas o Mégane Scénic (pode reparar: o nome “Mégane” estava na traseira e “Scénic”, nas laterais, veja acima) vinha com ótimo espaço interno, interior moderno, design agradável e soluções como o porta-trecos no piso e as mesinhas, tipo avião, embutidas nos bancos dianteiros.




Haviam os motores 2.0 8V, desde o lançamento, e 1.6 16V, na versão RT. Este último motor chegou ao Brasil enquanto sua correspondente européia era re-estilizada. Ou seja, durou pouco o tempo em que a geração brasileira e a européia estavam em sintonia: do fim de 1998 até o mês de julho de 1999.



A nova Scénic vinha com painel mais arejado, faróis “arregalados”, grade estilo colméia, faróis e lanternas de lentes lisas, entre outros toques de modernidade. Diz-se que o projeto da Scénic 2000 começou, pasme, no fim de 1996.



Outro destaque foi a separação da minivan da linha Mégane: ela não trazia mais o nome do “irmão” na lataria.



A Scénic 2000 ganhava ainda mais versatilidade: porta-copos refrigerado, vidro traseiro basculante, porta-mapas, compartimentos...



O interior ficou mais agradável, mas a posição de dirigir, muito horizontal, continuava a mesma



O modelo ganhou uma curiosa versão em 2000: a RX4 (acima), que tinha molduras emborrachadas nas laterais, plásticos pretos nos para-choques e nos para-lamas e um estepe na traseira, digno de Adventure da Fiat.



Em 2001, a Scénic, mesmo tendo sido renovada, já era considerada veterana no Brasil. Afinal, as mudanças eram poucas e chegaram tarde. Como ainda não havia o corte de custo que as montadoras fazem nos carros europeus adaptados para o Brasil, um dos itens que a versão brasileira perdeu foi o vidro basculante (além do sistema de navegação, que não era disponível para carro nenhum mesmo, na época...)



O motor passou a ser 2.0 16V, de 140 cavalos, que equipava Clio RS, Espace e Laguna. O problema é que a segunda geração não demoraria muito para vir. Ainda em 2001, a Scénic ganhou câmbio automático como opcional na versão RXE, na época a top-de-linha.
Em 2003, no Salão de Genebra, eis que aparece a Scénic totalmente renovada.





Acreditava-se que o modelo desembarcaria no fim de 2004 (ainda estávamos em sintonia com a Europa...), talvez acompanhado do Projeto J77, que se tornou o Renault Modus e nem de longe viu o Brasil (foto abaixo).



Para não passar “em brancas nuvens”, pequenas mudanças nas relações de marcha foram promovidas no modelo Automatique. No fim de 2003, ganhou a versão top Privilège Plus, com detalhes exclusivos. Falando em versão, houve mudanças de nomenclatura: Authentique para a versão básica e Expression para a intermediária. Ainda em 2003, a Renault lançava a versão Alizé, que parecia-se com a básica, mas vinha com ar-condicionado e máscara negra nos faróis.

A versão 1.6 ganhou a tecnologia Hi-Flex, uma vez que o motor era o mesmo adotado no Renault Clio. A potência subia de 110 cavalos, com gasolina, para 115 abastecido com etanol.



Em 2006 chegou a versão Sportway (acima), tentativa de dar um ar off-road à minivan, mas que nem de longe é semelhante, em termos técnicos, do RX4, que tinha suspensão mais elevada, tração nas quatro rodas, e que já havia sido descontinuado na Europa, por se tratar de um projeto ultrapassado, inclusive com quebra-mato, acessório que o Auto REALIDADE desestimularia colocar em seu carro, por trazer malefícios grandes em caso de acidente, ainda mais se o carro tiver air-bag (caso da Scénic RX4), que pode não abrir corretamente caso o quebra-mato não for projetado na fábrica.

De fato, a Scénic Sportway trazia um visual menos tedioso, para quem não conhecia a versão européia, anos-luz à frente. Novas rodas, para-choques, rack e adesivos davam um visual “campestre”.



Mais séries especiais foram lançadas: a Kids e a DVD (abaixo) tinham em comum o recurso de DVD-player, instalado no teto, de modo que apenas os ocupantes do banco de trás possam ver a tela. Como na época assistir televisão ou ver um filme dentro do carro era meio que raridade, os modelos tiveram razoável aceitação.



Em pouco tempo, as versões 1.6, mais competitivas, ficaram sendo responsável por boa parte das vendas. O motor 2.0 disse adeus em 2008.

Para acabar de vez com o atraso, a Renault importou o Mégane Coupé-Cabriolet e a Scénic II de sete lugares, vindos diretamente da França.



O modelo era bonito e, com painel digital, tinha um ar maior de sofisticação.



Mas a geração II não era tão nova assim na Europa, e ganhou uma substituta no fim de 2009.


Não teve outra chance para a Scénic II: o modelo deixou de ser importado assim que as unidades dos últimos lotes se esgotaram, em 2009. Para quem comprou o modelo e o viu sendo descontinuado menos de dois anos depois, é uma injustiça.



A Scénic III só viria pelo preço da atual Scénic se viesse com pouquíssimos equipamentos de série, motor fraco e grandes cortes de custo. Como fazer isto requer tempo, a Scénic III poderá ser fabricada no Brasil com um padrão europeu um pouco piorado (e com o preço já elevado) ou a Renault poderá trazer o modelo, vindo da França.



Mas aí a minivan competiria em preço com Grand C4 Picasso, e não com as velhinhas Zafira e Xsara Picasso. De qualquer modo, com o mercado de minivans médias em baixa, espera-se o lançamento da nova geração apenas em 2011 ou 2012, isto se a Renault quiser tentar voltar a ser a grande líder, tanto em vendas como em nível de satisfação, e passar uma borracha na fase triste da Scénic, que nos últimos anos não recebe atenção de ninguém, principalmente da montadora.



Enquanto não há uma decisão correta, a Nissan, com a minivan Livina/Grand Livina (abaixo), ocupa o lugar espiritual da velha francesa, que passou por altos e baixos, sempre tentando agradar às famílias (lembre-se que Renault e Nissan fazem parte de um mesmo conglomerado).



Eu gostaria de dizer o contrário, mas o fim de linha da Scénic, que clamava por atualizações, não deixará saudades.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bye Bye: BMW M6 e Mercedes CLS se despedem - mas voltam


Que foto linda

Em comum, BMW M6 e Mercedes CLS tem muito pouco, em se tratando de semelhanças do ponto de vista automotivo. Mas são sonhos de consumo de muita gente - e estão saindo de linha.



Assim como o BMW M5, o M6, versão apimentada do Série 6 Cupê, deixa de ser produzido à espera de uma nova geração. O BMW Série 5 totalmente renovado já foi apresentado, mas o novo Série 6, não. No Salão de Paris, provavelmente o novo M6 será lançado, junto com a versão "normal", renovada.

Assim como o M5, o M6 tinha um poderoso 5.0 V10, de 507 cavalos.



Já o Mercedes CLS adotou pela primeira vez os traços de sedan-cupê (embora eu acredite que o Mazda RX-8 tenha sido pioneiro neste tipo de estilo). O modelo será substituido por uma nova geração, com traços retilíneos.

O CLS era produzido em Sindelfingen (Alemanha), e a versão derradeira é a 500, produzida na cor preta, com pacote AMG.

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