terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

História dos Automóveis: Fiat Stilo



A história do Fiat Stilo não foi tão bem-sucedida na Europa, mas o carro fez sucesso no Brasil. Conheça a história do hatch médio da Fiat.

Era lançado em 2001 na Europa um novo hatch para suceder o Bravo (três portas) e o Brava (cinco portas).



Os dois modelos, lançados em 1995 (o Brava só chegou em 1999 ao Brasil) encontravam-se defasados em relação ao Golf IV, lançado em 1997 por lá, ao Astra, lançado em 1998, e ao Focus, lançado em 1999 na Europa.

O novo carro chamava-se Fiat Stilo, tanto o de três portas (abaixo) como o de cinco.



A versão de três portas (abaixo) nunca chegou a ser vendida por aqui.





Na Europa, o Stilo tinha disponível também uma station wagon denominada "Stilo MultiWagon", lançada no Salão de Paris de 2004, com frente igual ao Stilo convencional, mas uma traseira um tanto extravagante.



Originalmente, os seus motores a gasolina foram o motor 1,3 litro DOHC de 16 válvulas (também usado no Punto e no Lancia Ypsilon) com 80 cv, combinada com uma caixa manual de 6 velocidades; um 1,6 L de 103 cv, com 5 velocidades manuais, um 1,8 com 133 cv, com uma caixa manual de 5 velocidades, e por fim o 2,4 litros com 170 cv, 5 cilindros, também usado no Alfa Romeo 147. Esse motor de 2,4 L foi reservado para as versões hatchback.



Stilo de três portas na versão Abarth, esportiva

O estilo do Stilo recebeu críticas das mais variadas, com muitos jornalistas e entusiastas criticando-o por ser demasiado brando e "alemão" para o futuro (as linhas retas lembravam as do Golf).



Os críticos também atacaram o peso excessivo do carro e seu semi-eixo traseiro rígido, que era visto como um passo para trás (o Bravo e o Brava usavam um sistema mais moderno). No entanto, o carro foi elogiado por seus bons níveis de aderência e seus freios.



Na Europa, o Stilo acabou por ser uma decepção de vendas. Uma ampla campanha publicitária com estrelas da Fórmula 1 como Michael Schumacher e Rubens Barrichello fizeram pouco para ajudar as vendas do carro.

Em 2004, o motor de 1,3 litro foi trocado pelo do Punto de 1,4 litro. No mesmo ano, as lanternas traseiras foram alteradas (abaixo) e a versão Abarth ganhou uma caixa de câmbio manual em vez da Selespeed.



Antes...



... e depois. Não mudou muito: as lanternas eram novas, o para-choque, um pouco mais liso e desapareciam as duas luzes ao lado da tampa do porta-malas

Também em 2004, no Salão de Paris, foi lançada a versão aventureira do MultiWagon, o Uproad.



Em 2006 era conhecido o sucessor do Stilo, que voltava a se chamar Bravo e até agora só teve a versão de cinco portas lançada.





Já em 2001 eram feitos testes para ajustar o Stilo ao terreno brasileiro.



No Brasil, o Stilo fez mais sucesso. Lançado em setembro de 2002, era um projeto moderno, de nível internacional. A concorrência mudava na Europa (Golf em setembro de 2003, Astra em setembro de 2003 e Focus em setembro de 2004), mas as montadoras não atualizavam os equivalentes brasileiros. Enquanto isso, Stilo e o Peugeot 307 eram os únicos a se manterem iguais aos europeus (aliás, os dois foram lançados em 2001 na Europa e em 2002 no Brasil).



Destacava-se a lista de opcionais, que incluia o Sky Window (abaixo), marca registrada do Stilo, além de ar-condicionado Dual-Temp, leitor de MP3/WMA (quando nem o MP3 nem o WMA eram tão usados assim), entre outros diversos itens.



Na linha havia um versão verdadeira esportiva: era a Abarth que contém motor 2.4 20v, a mesma que equipava o Marea, mas que não foi bem sucedida em vendas, pelo alto preço.



No aniversário de 450 anos de São Paulo, em 2004, foi lançado o Stilo SP, que trazia tão bom custo-benefício que foi vendido em todo o país.



Em setembro de 2004 era lançado o Stilo Connect, que tinha conexão Bluetooth, viva-voz e vinha com um aparelho da Nokia grátis. Era uma série limitada, mas fez sucesso e virou versão de série, e também estendeu-se ao Marea linha 2006.



Também em 2004, já na época do Salão do Anhembi (SP), foi lançada a versão Schumacher (depois renomeada Schumacher Season em 2005), para homenagear Michael Schumacher. Foi vendida somente nas cores amarela e vermelha e com rodas exclusivas "garras de escorpião". O motor, no entanto, era o 1,8 litro, de 16v.



No fim de 2005, o Stilo aderiu a onda dos flex com o motor 1.8 litro 8v que rendia mais 11 cavalos com álcool (passava de 103 para 114 cv).



Em 2007, chegou ao Brasil a versão Sporting, com motor 1.8 8v Flex e apelo esportivo. Só apelo...





Em 2008, sofreu uma pequena reestilização que envolvia para-choques, retrovisor com pisca, lanternas (inspiradas no Stilo 3 portas que já havia saido de linha na Europa), borraçhões com apliques cromados, rodas e o logotipo novo da Fiat, inaugurado com o Punto 2008.





Todas as versões ganharam a opção de cambio automatizado Dualogic (aliás, o Stilo foi o pioneiro no câmbio para carros da Fiat do País e o segundo carro do Brasil a adotá-lo, depois apenas da Meriva Easytronic).

No final de 2008, o Stilo Abarth saiu de linha.

Em 2009, foi lançado a versão Blackmotion, que se tornou a versão topo de linha.



Foi relançado o Stlo SP, dessa vez para celebrar os 455 anos da capital paulista.

Foi lançada no final de 2009 a versão Attractive, mais básica, preparando o Stilo para sua substitição pelo Bravo em 2010.





O destino do Stilo é ceder lugar ao seu sucessor natural europeu, o Bravo. Porém, como é provável que este seja lançado como um carro requintado, é possível que não tenha versões básicas, e assim o Stilo pode sobreviver um pouco mais, porém talvez apenas na versão Atrractive que, aliás, não é tão barata ou tão equipada quanto o Astra e o Golf.

6 comentários:

  1. O 3 portas era lindo porque naum veio para ca... para nos so o lixo... como sempre neh. eita brasilll.

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  2. Belíssimo carro. Pena ter saído de linha...
    Marcos Tony

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  3. O CARRO REALMENTE E EXTRAORDINARIO A NIVEL DE BRASIL...STILO SPORTING

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  4. Logo seguirá o destino do Tempra, Tipo,Marea e Brava.
    Belos carros na época,mas não pro padrão economico brasileiro

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  5. que pena o bravo nem faz sucesso assim no brasil... seria bom o stilo voltar a ser fabricado... ele sim marcou...

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  6. na verdade não fabricamos veiculos aqui no brasil apenas montamos e replicamos, então temos que conviver com carros duros e sem estabilidade, e carros que dão muito lucro com troca de peças, que não era o caso do fiat stilo, tenho um sou fã e sempre serei ma maquina stilo, a fiat hoje ficou sem carro pra dizer que é maquina, adorei a matéria a pergunta é o stilo voltará ou não.

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